lcardoso,
Não me referia só aos seus comentários, até porque li outros que não considerei justos nem pertinentes.
Não pense que sou uma pessoa séria e sem sentido de humor. Gosto de humor negro e até aprecio programas televisivos desse género, especialmente se forem da autoria do Rui Sinel de Cordes. Simplesmente acho que as coisas têm hora e lugar e não me pareceu adequado o timing nem o contexto em resposta a este tópico.
Acho que esta é uma situação que nos deve preocupar a todos porque a senhora (tecnicamente arguida ou não), seja ela culpada ou inocente dado que muitos dados ainda não estão em cima da mesa, é uma cidadã portuguesa que segundo consta tem inclusivamente problemas cardíacos que carecem de medicação diária rigorosa (quem é cardíaco ou tem cardíacos em casa sabe bem do que estou a falar), já passou por 3 bypass e segundo consta foi impedida nos primeiros dias de tomar a medicação o que levou a internamento (por pouco sem consequências mais graves, aparentemente), pressão arterial a chegar na máxima aos 21 (e se isso é perigoso), etc etc.
Segundo o relato da advogada portuguesa, a Consul-honorária nem sequer se deu ao trabalho de visitar a acusada, de procurar saber o seu relato ou se precisava de algum apoio. Ora isto deve fazer-nos pensar que tipo de apoio tem um cidadão português por parte da sua embaixada e do seu país, no caso de existir uma reincidência deste tipo de situação. Isto para não pensar sequer nas condições das cadeias dominicanas.
Como disse, estou plenamente convicta que esta poderia ser uma situação a acontecer com qualquer um de nós ou com os nossos. É importante estarmos alerta, informados e precavidos para termos uma postura pró-activa no sentido de evitar situações como esta. Ainda assim, acho que não deve ser difícil alguém "fazer-nos a cama" se for esse o objetivo.