Genericamente considero que a actuação deles ao longo deste processo foi bastante correcta, incluindo a decisão de evacuar as pessoas para um local único.
Naturalmente não foi uma noite agradável, mas dentro do possível penso que foi preferível estar junto a outras pessoas e sempre acompanhado, com os miúdos a brincarem, do que passar uma noite isolado no quarto.
Naturalmente que também para o hotel foi mais fácil prestar um bom serviço nestas condições, com as pessoas juntas. Estiveram toda a noite a servir comida e bebida (não alcoólica), passaram uns filmes, disponibilizaram uns jogos, forneceram cobertores, toalhas, colchões e espreguiçadeiras, enfim, tendo em conta a situação dou uma nota muito positiva.
Finalmente deixo também um comentário muito positivo para todos os colegas de infortúnio, os hóspedes, que sendo em número de várias centenas tiveram um comportamento que considero exemplar. Não me apercebi de uma única situação de pânico, histeria ou falta de tolerância e paciência.
Retenho uma frase que o Director geral proferiu num briefing ao final da tarde, quando nos juntamos no local, "a partir deste momento vocês deixam de ser hóspedes e passam a ser refugiados". Até nessa altura pensei que houvesse pessoas que não gostassem, mas nada disso, até levou palmas, talvez não tanto pelo que disse, mas pelo ambiente de união que se criou naquela sala imensa.
Finalmente, para concluir, deixo o último comunicado do hotel.