Bahrain - Manama & Grande Prémio do Bahrain
Introdução
Com o atraso da praxe, aqui fica o Report da viagem ao Bahrein, realizada em abril.
Um destino improvável e pouco falado aqui no Portal, o principal motivo da viagem foi assistir ao Grande Prémio de Fórmula 1 do Bahrain.
Mas porquê o Bahrein?, perguntam vocês. A ideia foi juntar duas paixões: a Fórmula 1 e as viagens. Assim, aproveitei para conhecer um país que, de outra forma, provavelmente não estaria nas minhas escolhas — ou, pelo menos, não como primeira opção.
O Bahrain é um daqueles destinos que dificilmente aparece na lista de prioridades de quem viaja por lazer — mas talvez devesse. Pequeno em tamanho, mas com um contraste interessante entre modernidade e tradição, o país surpreende pela organização, segurança e acessibilidade.
Embora seja pouco divulgado por cá, é bastante fácil de explorar, com boas infraestruturas, acesso simples a serviços e uma população local muito habituada a receber estrangeiros.
O clima é seco e quente — muito quente — por isso convém preparar bem o que se leva na mala. A língua oficial é o árabe, mas o inglês é amplamente falado, especialmente em hotéis, restaurantes e serviços como o Uber. Nunca tivemos qualquer dificuldade de comunicação.
Seja para um evento como a Fórmula 1 ou para uma escapadinha diferente, o Bahaein é uma aposta segura para quem procura um destino fora do óbvio, mas sem grandes complicações.
No geral, toda a gente foi extremamente simpática e o país oferece uma gastronomia fantástica — tanto local como internacional. Em certos aspetos fez-me lembrar o Dubai, mas confesso que gostei muito mais do Bahrain do que do Dubai.
Logística e Preparação da Viagem
Voos
As melhores opções de voo eram a Turkish, a Etihad ou a Qatar. A escolha recaiu sobre a Qatar Airways (partida de Madrid via Doha). Era um pouco mais cara do que as outras duas, mas tinha um horário mais conveniente.
Foi a primeira vez que voei com a Qatar e fiquei bastante satisfeito. Bom serviço, especialmente ao nível das refeições e conforto dos aviões, embora algumas tripulações pudessem ser um pouco mais simpáticas.
Hotel
Optámos pelo Gulf Hotel Convention and Spa sobretudo pela localização — no Block 338, é o bairro mais vibrante e boémio da cidade: uma zona pedonal cheia de restaurantes internacionais, cafés, bares, galerias de arte e boutiques. É conhecido como o “distrito gastronómico e cultural” do país, onde se mistura vida noturna animada, exposições e eventos criativos.
ão fica muito distante do Centro de Manama: cerca de 10 minutos de Uber.
O hotel é muito bom e dispõe de um shuttle direto para o Circuito de Sakhir, o que foi uma grande mais-valia. Os funcionários sem excepção foram dos mais simpáticos que já encontrei.
Seguro de Viagem
Para este destino, era importante ter um bom seguro de viagem — especialmente porque a viagem foi planeada com bastante antecedência. Assim, fazia sentido garantir alguma proteção caso surgisse um imprevisto.
Optámos pela Heymondo, que apresentava coberturas bastante abrangentes ao nível de cancelamento, e por um valor bastante simpático.
Não consigo dar grande feedback sobre o serviço em si, porque felizmente não foi necessário ativá-lo, mas o processo de contratação foi simples e rápido.
Dica extra: antes de subscreverem, façam uma pesquisa rápida no Google — é fácil encontrar um código de desconto de 10%.
Visto
O visto de entrada para o Bahrein pode ser adquirido online através do sistema e-visa, e o processo é bastante rápido. Custou 10 BHD por pessoa, o que equivale a cerca de 22 euros.
Só mais tarde fiquei a saber que, para quem for assistir ao Grande Prémio de Fórmula 1, é disponibilizado um visto especial gratuito na semana anterior ao evento.
Como tratei do meu visto com um mês de antecedência, tive este custo extra. Fica a lição para a próxima viagem!
Transfer
Optamos pelo transfer do Booking.com, foi a primeira vez que utilizei este serviço, mas funcionou perfeitamente, será certamente uma opção para os próximos destinos.
Deslocações
Em Manama não existe sistema de metro ou comboio, utilizamos o Uber que funciona muito bem.
As viagens foram relativamente baratas 2BHD - 6BHD (3-14€ por viagem)
Plano de Dados
Ter acesso à internet foi imprescindível para usar o Google Maps nas deslocações e o Uber, que foi o nosso principal meio de transporte.
Comprámos um eSIM logo no aeroporto — há pelo menos três operadoras disponíveis, todas com preços muito semelhantes. A escolha acabou por ser feita com base na fila mais curta.
Se a memória não me falha, pagámos cerca de 25€ por um plano de 20GB, o que foi mais do que suficiente.
Moeda
A moeda local é o dinar do Bahrain (BHD), e convém estar atento porque é bastante valorizada — 1 BHD equivale a cerca de 2,50 euros, o que pode levar a surpresas ao converter mentalmente os preços.
O uso de cartão é muito comum e aceite praticamente em todo o lado: restaurantes, hotéis, transportes e até lojas de conveniência.
Para evitar taxas de conversão elevadas, usamos o Revolut, que funcionou perfeitamente durante toda a estadia.