Viajar para os Estados Unidos da América (EUA) será mais caro a partir do próximo outono. O Governo norte-americano prepara-se para aplicar um aumento de 250 dólares (cerca de 215 euros) nas taxas de pedido de vistos de não imigrante — isto inclui os de turismo, estudos, trabalho ou intercâmbios culturais — o que elevará o custo total para 435 dólares (mais de 370 euros). Este aumento faz parte de uma nova medida denominada “taxa de integridade”, incluída na lei orçamental “One Big Beautiful Bill”, assinada pelo Presidente Donald Trump no passado dia 4 de julho.
O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) confirmou, através de um comunicado, que “em breve começará a cobrar novas taxas”, embora ainda não tenha especificado a data exata. No entanto, tudo indica que os novos preços entrarão em vigor a 1 de outubro, coincidindo com o início do ano fiscal de 2025 nos Estados Unidos.
De acordo com o resumo executivo da lei, a taxa será aplicada no momento da emissão de qualquer tipo de visto de não imigrante. Embora tenha sido fixada em 250 dólares, o Departamento de Segurança Interna (DHS) tem autoridade para estabelecer um valor superior através de regulamentação oficial. A partir de 2026, o montante será ajustado automaticamente de acordo com a inflação.
A legislação também prevê a possibilidade de reembolso em casos específicos, ou seja, os viajantes que cumpram totalmente as condições do seu visto e abandonem o país sem atrasos, ou que tratem legalmente de uma prorrogação ou mudança de estatuto, poderão recuperar o montante adicional. No entanto, especifica-se que esta taxa não poderá ser isentada nem reduzida, e os fundos arrecadados reverterão diretamente para o Tesouro dos EUA.
Este aumento no custo dos vistos poderá ter um impacto direto no turismo internacional para os EUA, especialmente entre os viajantes mais sensíveis ao preço. As agências de viagens e operadores turísticos já começaram a alertar os seus clientes para este possível encargo adicional na próxima temporada.
Recorde-se que todos os viajantes que pretendam visitar os EUA necessitam de um visto de turista, com exceção dos oriundos dos 40 países incluídos no Programa de Isenção de Visto (Visa Waiver Program), uma autorização cujo preço também vai ser aumentado (Andorra, Austrália, Áustria, Bélgica, Brunei, Chile, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Mónaco, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polónia, Portugal, Qatar, San Marino, Singapura, Eslováquia, Eslovénia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan, Reino Unido).