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[Report] PRAGA > DRESDEN > BERLIM > PRAGA


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44 respostas a este tópico

#1
hydra

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NOTA
Este report é bastante longo...e se calhar muito cansativo, no entanto quando comecei a planear esta viagem foi muito dificil encontrar informações, especialmente sobre Berlim e por isso perdi algum tempo precioso na viagem e deixei de ver alguns pontos de interesse. Sendo assim optei por dar todas as dicas de que me lembrei e achei pertinentes...e são muitas ;)


Depois de alguma indecisão resolvi apostar em Berlim e Praga como destinos de férias para este ano. Na primeira, Berlim, tinha a certeza que iria encontrar uma metrópole moderna, a fervilhar no panorama artístico e com uma história recente que tem tanto de fascinante quanto macabra, na segunda uma cidade romântica e medieval, pequena mas encantadora. Durante as pesquisas para estes dois destinos alguém me sugeriu Dresden.

Decididos os locais a visitar, estava na altura de planear toda a viagem :hyper:


Avião
A ideia inicial seria fazer a viagem para uma cidade e voltar de outra diferente, no entanto tanto Praga como Berlim possuem apenas um voo desde Lisboa. Para a primeira a Tap voa todos os dias da semana, a horários agradáveis e que permitem aproveitar o dia da chegada e da partida. Para Berlim existem 2 voos semanais (quarta e sábado) pela easyjet, neste caso os horários já não são assim tão bons. Analisadas todas as opções chegamos à conclusão que a melhor escolha seria mesmo ir e voltar de Praga, pois queríamos fazer 9 dias de viagem com inicio ao sábado e volta ao domingo e logo ai as nossas opções ficavam limitadas.

Deslocações entre cidades
Aqui existem várias opções entre autocarros e comboios. A primeira opção é mais económica e já foi falada noutros reports, no entanto, aqui por casa....adoramos andar de comboio, por isso e porque queríamos fazer a paragem em Dresden esse foi o nosso meio escolhido.

O site do comboios da Alemanha é o www.bahn.com, lá poderão encontrar todas as informações e horários necessários e ainda comprar os bilhetes. Os bilhetes ficam bastante mais baratos quando comprados online, pois têm um desconto de venda antecipada. Fizemos então a compra dos bilhetes online, e como havia um comboio que não permitia o uso de bilhete electrónico enviaram-nos os bilhetes para casa, pelo custo acrescido de 3,50 euros. Em 3 dias os bilhetes chegaram.

Agora a parte difícil de perceber como funcionam os comboios.... :no: os bilhetes não têm marcação de lugar, essa marcação é possível, mas custa mais 5 euros por viagem e por pessoa. Depois de pesquisarmos na internet, e depois de algumas tentativas falhadas para que a empresa nos explicasse, descobrimos que os lugares têm assinalado por cima, através de um papel ou painel electrónico, se estão ou não ocupados e em que parte do trajecto. Até aqui tudo simples. Existem carruagens com lugares em open space (como habitualmente os nossos comboios) e carruagens com compartimentos fechados para 6 pessoas. As 2 primeiras viagens correram muito bem. Encontramos um compartimento só para nós e lá ficamos até ao destino. No último comboio de ligação entre Berlim e Praga é que foram elas.... o comboio estava completamente cheio, eu diria mesmo que estava em overbooking, não havia um único local para nos sentarmos, apenas lugares separados a algumas carruagens de distância entre si (e tínhamos apenas um bilhete para todos)...tivemos de ir....imagine-se no chão da entrada da carruagem! Até Dresden, onde saíram muitas pessoas, foi aí que tivemos de permanecer. Depois muita gente saiu e conseguimos arranjar 4 lugares separados mas na mesma carruagem.

As viagens de comboio ficaram mais ou menos por 65 euros por pessoa o que acho que para ir sentado no chão do comboio é um bocadinho caro....mas ok. Apenas como curiosidade o comboio que faz a ligação entre Praga e Berlim tem inicio em Budapeste, passa por Bratislava, Praga, Dresden e Berlim e termina em Hamburgo ou vice-versa.



Deslocações Aeroporto – Centro em Praga
Existem inúmeras formas de se fazer este trajecto, podem saber mais aqui http://www.aeroporto-de-praga.com/
Como éramos 4 e com alguma bagagem optamos por utilizar o Shuttle. Neste caso podemos escolher entre 2 modalidades, ou o shuttle nos deixa no centro da cidade, numa paragem pré-definida por 120 coroas checas (cz) ou nos deixa directamente na porta do nosso hotel por 150cz. Escolhemos a 2ª modalidade pois queríamos começar rapidamente a descobrir a cidade...sem bagagem No regresso a empresa detentora dos apartamentos indicou-nos um serviço semelhante a este da sua própria empresa, e assim fomos para o aeroporto.

Tanto na ida como no regresso o transporte demorou cerca de 20/30 minutos ;)

A maneira mais económica no entanto é através dos transportes públicos, podem saber mais através do link acima.

Hotéis
Como iríamos e voltaríamos de Praga decidimos ficar inicialmente apenas 1 noite, seguida de mais 5 em Berlim e novamente mais 2 em Praga.
O comboio no segundo dia partia de Praga às 8.30h por isso escolhemos um hotel perto da estação, para conseguirmos gerir melhor o tempo. A estação não é propriamente no centro da cidade, mas Praga é relativamente pequena e existe uma oferta gigante de hotéis. A nossa escolha foi para o 987 Prague Hotel, podem ver mais aqui http://www.987hotels...7-prague-hotel/ O 987 Prague Hotel é um hotel design, todo modernaço, o espaço dos quartos é grande e harmonioso e oferece tudo o que é necessário. O pequeno-almoço não é gigante mas oferecia um pouco de tudo o que é preciso para começar bem o dia, vários sumos, cafés e pão, alguns bolos e alguns pratos quentes, frutas e cereais.

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Em Berlim escolhemos o Easyhotel, www.easyhotel.com , um hotel lowcost que pertence à Easyjet. A localização é excelente, com uma paragem de metro mesmo ao lado (Rosenthaler Platz) e pertinho pertinho da Alexander Platz em pleno Mitte. Berlim tem vários centros, especialmente porque foi uma cidade dividida até 1989, o Mitte é o centro da Berlim Oriental e onde se situam a maior quantidade de monumentos e atracções a visitar :thumbsup:
O hotel é igual aos outros da mesma cadeia, por ser um hotel lowcost os quartos são pequenos mas agradáveis, em Berlim todos os quartos têm janela, e podemos optar entre um quarto pequeno ou médio.

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Para o final da estadia em Praga escolhemos um apartamento localizado no bairro Josefov, o antigo bairro judeu. Os apartamentos pertencem a uma empresa com uma larga oferta na cidade, http://www.myhousetravel.cz/ , nós escolhemos um apartamento na rua Maiselova, onde fica situada a Velha-Nova Sinagoga e muito perto da praça central da cidade.
O apartamento para duas pessoas tem um quarto com uma pequena cozinha, o tamanho do quarto é bastante razoável.

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Observações gerais

Restaurantes
Tanto em Praga como Berlim encontram-se restaurantes a preços acessíveis. No entanto a forma de aplicação das taxas é algo estranho tanto numa cidade quanto noutra. Na maioria dos casos dos restaurantes onde comemos as taxas estavam incluídas no preço, no entanto tanto em Berlim como em Praga houve alguns sítios onde a taxa era apenas incluída no final da conta e ainda alguns sítios onde os empregados nos obrigavam a deixar 10% sobre a conta para o seu serviço. Não conseguimos perceber se era ou não obrigatório, mas a pressão feita pelos mesmos não era agradável :nono:

Para quem gosta as salsichas são uma boa opção nas duas cidades, visto que há bancas a vender por todo o lado.

Transportes dentro de Berlim
Berlim tem um sistema de transportes incrível, linhas e linhas que nunca mais acabam e que ligam toda a cidade entre si. Existem os U-Bahn e os S-Bahn, o primeiro é o metro e os segundos são os comboios, que no entanto também circulam dentro da cidade e têm paragens comuns. Os horários de funcionamento variam de dia para dia, sendo que ao fim de semana estão em funcionamento quase ou mesmo toda a noite. O bilhete é comum a estas duas redes e ainda há rede de autocarros e eléctricos.
Os bilhetes podem ser comprados na estação, e quando digo na estação é mesmo no local onde entramos e saímos do metro, visto que não existem quaisquer barreiras para quem não tenha bilhete. Depois de comprado o bilhete nas máquinas é necessário valida-lo numa máquina semelhante às que existiam nos autocarros da carris.
Quantos aos bilhetes existem inúmeras modalidades e combinações possíveis. Como pretendíamos alugar bicicletas optamos por comprar bilhetes individuais para as deslocações pontuais e apenas bilhetes diários nos dias das deslocações a Postdam e ao campo de concentração de Sachsenhausen. Mais uma informação, se pretenderem levar a bicicleta convosco nas deslocações, e em Postdam que jeitinho que dá, podem fazê-lo sendo que para isso terão de comprar um bilhete especial para a bicicleta e levá-la numa das carruagens indicadas com o símbolo da bike. Geralmente cada comboio/metro tem 3 destas carruagens e estão geralmente situadas 1 no principio do metro, outra a meio e uma no fim das carruagens.
Os preços dos bilhetes de transportes variam consoante as zonas em que pretendemos utilizá-los. Tal como em Londres a cidade está dividida por zonas, sendo que neste caso temos a zona A, B e C. A maioria das atracções situam-se nas duas primeiras zonas e apenas Postdam e Sachsenhausen na zona C.

Aqui fica um resumo dos preços:
Bilhete para 1 viagem, válido por 2 horas: Zona AB – 2,30 euros | Zona ABC – 3 euros
Bilhete válido por 1 dia (até às 3 da manhã do dia seguinte): Zona AB – 6,30 euros | Zona ABC – 6,80 euros
Bilhete válido para 7 dias: Zona AB – 27,20 euros | Zona ABC – 33,50 euros
Bilhete de 1 viagem para bicicleta: Zona AB – 1,50 euros | Zona ABC – 2,10 euros
Bilhete de 1 dia para bicicleta: Zona AB – 4,50 euros | Zona ABC – 5,10 euros

E aqui fica o site http://www.bvg.de/in...p/en/index.html e o mapa...
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Transportes dentro de Praga
Em Praga a principal forma de deslocação é de metro e eléctrico. O metro nesta cidade tem apenas 3 linhas e com relativamente poucas estações. No entanto o centro da cidade tem bastantes paragens. Como forma alternativa pode-se usar os eléctricos que existem às dezenas por toda a cidade.
As entradas do metro não são muito fáceis de encontrar, até porque por vezes as entradas são feitas pelo andar térreo de alguns prédios. O símbolo do metro é um M, que consoante a linha em que vamos entrar muda de fundo, podendo ser fundo verde, amarelo ou vermelho.

Preços dos bilhetes disponíveis.
Bilhete de uma viagem válido durante 75 minutos: 26cz | Passe de 24 horas: 100cz | Passe para 3 dias (76 horas): 330cz | Passe para 5 dias (120 horas): 500cz

Aqui optámos também pela compra de bilhetes de viagem única, visto que na totalidade da estadia utilizamos o metro apenas 2 vezes e 1 vez o funicular na colina de Petrin para onde os bilhetes também são válidos.

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Moeda em Praga
Em Praga ainda não circulam oficialmente os euros, embora em muitos locais sejam aceites e o troco entregue na moeda local.
A moeda local é a Coroa Checa, o cambio na altura em que fomos estava mais ou menos a 0,24 euros, ou seja uma coroa checa valia 24 cêntimos do euro.
Não trocamos dinheiro em Portugal, sendo que quando chegamos ao aeroporto optamos por levantar.

Dadas as informações gerais passemos então ao que interessa :)

Esta mensagem foi editada por hydra: 29 Setembro 2011 - 14:16

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hydra

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Dia 1- Praga

O nosso voo saiu de Lisboa precisamente às 9 horas, a viagem até Praga teve a duração de cerca de 3 horas, um voo calminho e sempre com o sol a brilhar lá fora :agitado:

O aeroporto de Praga é relativamente pequeno e pareceu-me com muito menos movimento do que a nossa Portela. Tem dois terminais, o terminal 1 para voos intercontinentais e o terminal 2 para voos da Europa. Recolhidas as bagagens seguimos em direcção ao shuttle que nos levaria ao nosso hotel.

Pelo caminho conseguimos perceber a fisionomia medieval da cidade com as suas pequenas cúpulas e pináculos a despontarem no horizonte. Praga é aliás conhecida como a cidade das 1000 torres.

Deixamos as malas e fomos à procura de um local onde completar o almoço vespertino que a Tap nos ofereceu :whistle:

Seguimos pela rua ao lado do hotel que nos levou ao centro da cidade, passando entretanto pela Porta da Pólvora, esta porta era uma das 13 entradas na cidade já no século XI, no entanto a torre que hoje avistamos foi construída em cerca de 1475. Mesmo ao lado desta porta situa-se a Casa Municipal, considerado por muitos o mais belo edifício Arte Nova em Praga, é um centro cultural com salas de exposição e um auditório.
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Daqui seguimos em direcção à rua Na Prikope, aqui podem encontrar inúmeras lojas de cadeias internacionais e uma inúmera quantidade de restaurantes fast food....e como já se fazia tarde foi mesmo aqui que almoçámos.

De seguida fomos em direcção ao centro da cidade, passando por debaixo da Torre da Pólvora, seguimos pela rua Celetná que nos leva até à Staromestské Námesti, mais conhecida como a Praça da Cidade Velha. A rua que referi está repleta de lojas de recordações, sendo que o que mais por lá vemos são lojas de marionetas e lojas repletas de matrioskas, as típicas bonecas russas ... :cool:

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Na Praça da Cidade Velha podemos encontrar uma série de edifícios importantes, como a igreja barroca de S. Nicolau com a sua fachada branca, a Casa do Sino de Pedra ou a Igreja de Nossa Senhora de Tyn.

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A Igreja de Nossa Senhora de Tyn tem 2 campanários que fazem com que seja reconhecida em qualquer parte, de estilo gótico é patente o ar medieval que ainda conserva, e com alguma pena não conseguimos ver o seu interior pois ao domingo está fechada e abre apenas para a missa e nos restantes dias esteve fechada devido à gravação de um cd de música de igreja.... :no:


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Num dos lados da praça podemos ver o monumento a João Huss um reformador religioso que foi morto pela inquisição e tido como um herói por ter desistido da vida em prol das suas crenças.

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De um outro lado da praça fica a Igreja de São Nicolau, de fachada branca, esta igreja barroca é frequentemente utilizada como sala de concertos :whistle: O seu interior segue o estilo do exterior.

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Mas o mais importante, e reconhecido mundialmente, edifício desta praça é a Câmara Municipal da Cidade Velha com a sua famosíssima Torre do Relógio. O primeiro edifício deste conjunto data de 1338 e foi-se expandindo desde essa data. Hoje é constituída de vários edifícios coloridos, anexados entre si. Em 1945 aquando da revolta de Praga contra os Nazis foi bastante danificada no entanto foi posteriormente restaurada.

Como disse o ponto mais famoso deste edifício é mesmo a Torre onde encontramos o relógio astronómico idealizado e construído por um relojoeiro chamado Hanus, que foi mandado cegar para que não construísse nunca mais um relógio tão belo quanto o que se encontra ainda hoje no edifício. Este relógio para alem da sua beleza patente atrai inúmeros visitantes pelo momento protagonizado a cada vez que bate a nova hora. Por essa altura uma figura que representa a morte puxa uma corda que abre duas janelas onde podemos ver o desfile dos apóstolos, de seguida o relógio bate as horas e um galo canta, no topo da torre um homem vestido à pajem da idade média toca uma corneta em todos os lados da torre.

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Este momento atrai à praça a cada hora certa inúmeras pessoas que se aglomeram junto ao relógio para assistir ao espectáculo, como sugerido aqui no portal optei por subir à torre neste momento e apreciar o panorama lá de cima e confesso que foi uma boa ideia, é engraçado ver as movimentações no solo.
O bilhete para subir custa 100cz, a subida é feita de elevador. Do cimo da torre temos uma vista espectacular para toda a praça....recomendo :thumbsup:

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Quanto ao relógio em si....devo dizer que é quase impossível perceber as horas, mas quando foi construído, por estranho que pareça, não era esse o seu intuito mas o de imitar as supostas órbitas do Sol e da Lua em redor da Terra. :D

Desta bela praça passamos pela praça Malé Námesti, onde no andar térreo do belo hotel Rott se situa o Hard Rock Café, daqui seguimos para a rua Karlova, outra rua medieval repleta de lojas de recordações, cafés e restaurantes. Esta rua leva-nos à Karluv Most a famosa e belíssima Ponte Carlos.

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Esta ponte liga a Cidade Velha ao Bairro Pequeno, passando por cima do sinuoso rio Moldava. A ponte é apenas pedonal e aqui se sente a praga de Praga.... :huh: os turistas, são aos milhares os turistas que por lá andam todos os dias. Mas voltando à ponte, esta tem ao longo do tabuleiro pedonal uma série de estátuas (os originais encontram-se no museu Nacional) e em cada uma das suas margens tem uma torre gótica,. É possível subir às torres, no entanto acabámos por não o fazer. A meio da ponte ficam situados os relevos de S. João Nepomuceno, cuja imagem se diz dar sorte a quem lhe toca e por isso tem agora um ar polido.

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Passamos a ponte e entramos em pleno Bairro Pequeno, cuja visita deixamos para outro dia e fomos em direcção ao Museu Kafka, situado nas margens do rio Moldava e com uma vista privilegiada para a Cidade Velha. Infelizmente quando chegamos já era tarde e estava fechado. :thumbdown: Fica aqui o site do museu para quem pretender visitá-lo http://kafkamuseum.t...e.aspx?tabId=-1

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Ali ficamos um tempinho a aproveitar a vista sobre a cidade :wub: e por ali jantamos num dos muitos restaurantes existentes.

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Aqui fica o mapa com o roteiro do primeiro dia.


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A. 987 Hotel | B. e C. Municipal House e Porta da Pólvora | D. Celetná | E. Praça da Cidade Velha | F. Hotel Rott, Hard Rock | G. Rua Karlova | H. Karluv Most | I. Museu Kafka

Esta mensagem foi editada por hydra: 29 Setembro 2011 - 14:21

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#3
hydra

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Dia 2 – Dresden > Berlim

Como já referi, tínhamos comprado os bilhetes de comboio para cerca das 8.30h, por isso depois de preparadas as malas seguimos até à estação de comboios e apanhamos o dito cujo em direcção a Dresden, a viagem dura cerca de 2.30h e o percurso é muito bonito, verdejante e sempre junto a um rio. Depressa o tempo voa e chegamos a Dresden.

Dresden é a capital da região saxónica alemã e localiza-se nas margens do belo rio Elba. Esta cidade foi residência real dos reis da Saxónia e por isso conserva em si tesouros artísticos incríveis. Era considerada a Florença do norte ou do Elba devido ao seu esplendor, comparado à bela cidade italiana. A sua história muda durante a terrível 2ª Guerra Mundial quando em 1945 é intensamente bombardeada e consequentemente totalmente destruída, muitos dos seus habitantes pereceram durante o bombardeamento. Depois do final da guerra foi entregue ao domínio do RDA o que adiou por 40 anos a sua reconstrução. Apenas com a reunificação da Alemanha, Dresden começou a ser reconstruída e tem vindo, nos últimos anos, a recuperar lentamente o seu prestigio enquanto centro cultural e económico. Os seus edifícios foram recuperados segundo a traça antiga e apesar do aspecto novo representam ainda uma parte da história de uma cidade esplendorosa.

Como iríamos ficar apenas um dia na cidade não compramos qualquer guia, organizamos os roteiros baseados nas experiências de outras pessoas e através do site da cidade http://www.dresden.d...sightseeing.php

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Chegados à estação basta seguir pela Praguer Strasse, uma rua pedonal repleta de edifícios comerciais, depressa chegamos ao centro da cidade. A nossa primeira paragem foi o edifício da Câmara Municipal de Dresden, mas antes vimos de passagem a Kreuzkirche, uma bela igreja barroca.

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Chegados à Câmara Municipal, conhecida em alemão como Rathaus verificamos que é possível subir ao topo da torre e assim fizemos. O preço do bilhete é de apenas 3 euros para uma subida rápida de elevador e para obtermos uma vista deslumbrante sobre esta cidade magnífica :wub:

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Daqui seguimos para a praça central da cidade onde fica a Frauenkirche ou Igreja de Nossa Senhora. Esta igreja ficou totalmente destruída nos bombardeamentos, é hoje o símbolo da reconciliação internacional entre a Europa Ocidental e Oriental, visto que apenas depois da reunificação alemã se procedeu à reconstrução desta igreja e da praça envolvente. O edifício destruído na guerra datava de 1743.
A entrada na igreja é grátis, e apenas se paga para subir à cúpula e ver outras salas que não a nave principal. O interior tem uma forma bastante curiosa visto que parece uma sala de teatro. Normalmente tem fila para entrar, mas ainda assim a entrada é rápida. A praça envolvente, Neumarkt Square, é simplesmente linda :rolleyes:

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Próximo desta praça e já junto às belas margens do Elba situa-se o Brühl Terrace, como o nome indica é um terraço que foi aberto ao público em 1814 e oferece uma vista sobre a cidade e o Elba inigualável. Nesta zona situam-se ainda alguns dos mais belos edifícios da cidade como a Academia das Artes e o Albertinum.

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Seguimos em direcção a Standehaus, a caminho, no Gang Lange, podemos ver o mural Fürstenzug, um magnífico mural com 101 metros de comprimento que retrata uma procissão de cavaleiros constituído por aproximadamente 25 000 pastilhas de porcelana, projectado para se assemelhar a uma tapeçaria. É o maior mural de azulejos do mundo :o

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A poucos passos podemos ver a Catedral e a Semperoper e a Residenzschloss. Todos estes edifícios têm uma arquitectura semelhante e conferem à cidade um aspecto imperial.

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Por fim dirigimo-nos ao magnífico Zwinger, o palácio mais famoso de Dresden, é um complexo barroco constituído por vários pavilhões e galerias. Têm ainda um grande pátio no interior que era utilizado pela corte para festas, torneios e fogos de artificio. Todo o complexo é esplendoroso :cool:

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Antes de dizermos adeus à cidade fomos novamente ao Brühl Terrace, descansar um pouco em frente ao rio.

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E chegava a hora de apanharmos o comboio que nos levaria a Berlim, por isso seguimos pela mesma rua pedonal por onde tínhamos chegado a esta magnifica cidade e demos inicio a mais uma viagem. Berlim fica a 2 horas de comboio de Dresden, uma viagem relativamente rápida.

Chegamos a Berlim à gigantesca Hauptbahnhof, a mais moderna e uma das mais movimentadas estações de comboios da Europa. Todos os comboios provenientes ou com destino a cidade internacionais partem e chegam a esta estação. Tinha consultado o site do hotel para saber a melhor forma de chegar ao mesmo e tinha constatado que uma viagem de táxi eram cerca de 9 euros, ora como éramos 4 e cada bilhete de metro custava cerca de 2,50 euros compensava apanhar antes um táxi, e assim fizemos, sendo que ainda estou surpreendida com os baixos preços aplicados, a viagem foi rápida e ficou a 9 euros no percurso de ida, e no final da estadia em Berlim o percurso inverso ficou em 7,5 euros.

Chegamos ao hotel, deixamos as malas e como já se fazia tarde optámos por jantar em plena Alexanderplatz onde pudemos ver a gigantesca torre da televisão e o relógio de horário mundial.

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Deixo o mapa com o roteiro que seguimos em Dresden ;)

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A. Estação Central de Comboios | B. Kreuzkirche | C. Rathaus | D. Frauenkirche | E. Brühl Terrace | F. Fürstenzug | G. Semperoper | H. Zwinger | I. Brühl Terrace | J. Estação Central de Comboios

Esta mensagem foi editada por hydra: 29 Setembro 2011 - 14:43

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hydra

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Dia 3 – Berlim
Berlim esperava por nós....e estávamos tão ansiosos por conhecer esta cidade que o dia começou bem cedinho.
Tínhamos decidido previamente alugar bicicletas para toda a estadia, inclusivamente para as deslocações fora da cidade, a Postdam e ao campo de concentração, mas, tal como indiquei nas primeiras linhas deste report, podemos transportar as bicicletas connosco no metro e por isso tínhamos também decidido comprar o Welcome Card, que incluía transportes grátis para 3 ou 5 dias e ainda entradas em alguns dos museus que queríamos visitar e descontos em muitos outros.
Para saberem mais informações sobre este Welcome Card podem consultar este site http://www.visitberl.../en/welcomecard

Tinha consultado o site antes e verifiquei que o melhor local para comprar estes passes era nos postos de turismo (a versão que inclui museus e transportes não se vende em todos os locais) e com grande alegria verifiquei que existia um posto de turismo no maior centro comercial de Berlim, o Alexa, cuja gerência é portuguesa (Sonae) e que se situa junto à Alexander Platz.

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E essa foi então a primeira paragem do dia....e qual não é o nosso espanto, quando numa segunda-feira não encontramos uma única loja aberta dentro do Centro Comercial....nem sequer o posto de turismo....viemos mais tarde a perceber que era feriado....mas desde quando é que os postos de turismo fecham num feriado?!!!! :cursing: :thumbdown: :cursing:

Sem local onde comprar o Welcome Card e tendo todo o dia planeado com entradas em museus que o dito cujo incluía...tivemos de desistir de comprar o passe, pois implicaria alterar todos os planos e provavelmente perder tempo e não conseguir ver tudo....por isso optámos por ficar sem o passe e comprar viagens individuais de transportes e pagar as entradas nos museus...

Saímos do Alexa que parecia um centro comercial fantasma e seguimos para a AlexanderPlatz, uma das praças mais movimentadas de Berlim, é um dos maiores elos de ligação entre transportes (comboio, metro, autocarros) e no passado recente (antes da queda do muro) era o centro de Berlim Oriental. Actualmente para alem de muito movimentada em qualquer hora do dia ou noite podemos ver na praça o Relógio Mundial, um relógio giratório que exibe as horas em diversas partes do mundo. Da praça conseguimos também uma vista privilegiada para a Torre de Televisão de Berlim, sobre a qual falarei mais à frente aquando da subida.

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Da AlexanderPlatz seguimos para a Torre de TV, visto que na sua base encontramos imensas lojas de aluguer de bicicletas. Já tinha pesquisado na internet algumas lojas e preços....e tínhamos decidido alugar na Fat Tire Bike Tours www.fattirebiketours.com/berlin para além de alugar bicicletas, esta loja organiza as mais variadas visitas guiadas de bike pela cidade. Resolvemos alugar por 4 dias o que nos custou 38 euros por bicicleta.

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Já na posse das nossas “trotinetes” e antes de seguirmos viagem, por ali ficamos para ver a St. MarienKirche, que era originalmente uma igreja católica convertida mais tarde ao protestantismo. É uma das igrejas mais antigas de Berlim.

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Mesmo ao lado da MarienKirche fica a Neptunbrunnen ou fonte de Neptuno, esta fonte representa o Deus do mar colocado sobre uma concha e ladeado por 4 figuras femininas que simbolizam os rios Elba, Reno, Oder e Vistula.

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Do lado oposto à MarienKirche podemos ver a Rotes Rathaus. Foi construída entre 1861 e 1869. O nome significa Câmara Vermelha e este nome foi atribuído não devido à conotação comunista mas sim devido à cor do tijolo utilizado na sua construção :o Foi muito destruída na 2ª guerra mundial e mais tarde recuperada pelos comunistas tornando-se a Câmara municipal de Berlim Oriental.

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Daqui seguimos para a Igreja de S. Nicolau ou Nikolaikirche que é o edifício religioso mais antigo de Berlim, reconhecido pelas suas torres gémeas de tijolo vermelho.

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Voltamos para junto da Rotes Rathaus e num agradável jardim junto às margens do Spree podemos encontrar o Fórum Marx-Engels com as estátuas em homenagem a Karl Marx e Friedrich Engels.

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Mesmo ali ao lado encontra-se a famosíssima Berliner Dom... a maior igreja protestante da cidade. Foi construída entre 1895 e 1905 em estilo Neobarroco. Durante a segunda guerra mundial a catedral foi imensamente destruída e após uma série de obras de recuperação, abriu novamente em 1993. A visita custa 5 euros e podemos ver todo o interior, ver um pouco da história da Catedral e subir à cúpula. Vale a visita e as vistas ;) pena os inúmeros degraus ....

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A Catedral de Berlim situa-se na zona intitulada como Ilha dos Museus, o nome deve-se a ser uma ilha no centro do Spree e de albergar um amplo complexo de museus berlinenses. Nesta ilha podemos visitar o Altes Museum, Alte Nationalgalerie, Bode Museum, Pergamon, etc.

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Como não conseguimos comprar o Welcome Card e queríamos mesmo visitar dois destes museus, optámos por comprar um bilhete combinado com entrada em todos os museus desta ilha (excepto Bode Museum) por 16 euros. Esta entrada é válida apenas para o dia em que é comprada. Podem ver mais aqui http://www.smb.museu...en&objID=27&p=2

Já íamos a meio da tarde e por isso optámos por visitar os dois museus que mais nos interessavam, o Neues Museum e claro o Pergamon.

O Neues foi construído em 1855 e foi muito danificado na 2ª Guerra Mundial, reabriu apenas em Outubro de 2009 e inclui exposições do Antigo Egipto e Pré-história, a grande atracção do museu é o busto da Nefertiti que se encontra numa sala muito protegida, para além dos alarmes está sempre vigiado por 2 seguranças que controlam as duas entradas da sala. O busto é pequeno mas lindo e não é permitido tirar fotos :nono:

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Daqui seguimos sem perder tempo para o Pergamon, que se encontra em obras de recuperação exterior. Aproveito para contar um detalhe, se observarmos com atenção as fachadas dos edifícios, especialmente estes mais importantes, podemos ver as marcas das balas e bombas nas paredes.

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Voltando ao Pergamon, este museu foi projectado por Alfred Messel e Ludwig Hoffmen que se inspiraram no Altar de Pérgamo (que se encontra no interior). Ficou concluído em 1930. Nos dias de hoje este museus está dividido em 3 zonas, a colecção da antiguidade clássica, onde se destacam o Altar de Pérgamo e as Portas do Mercado de Mileto, imponentes e importantes relíquias históricas; o museu do antigo oriente que inclui a magnífica Porta de Ishtar e muitos objectos da antiga Babilónia e por fim o museu de arte islâmica.

Depois de uma voltinha pela Ilha que é muito bonita, seguimos para a margem do rio. Nos finais de tarde de Primavera e Verão, as margens do rio enchem-se de pessoas que aproveitam os raios de sol tardios em esplanadas com espreguiçadeiras :thumbsup: Em Berlim em Junho anoitece apenas por volta das 22 horas e estes espaços são muito agradáveis.

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Seguimos em direcção à Nova Sinagoga, mas antes fizemos um pequeno desvio na Grobe Hamburger Strase para ver o monumento aos judeus, uma pequena estátua.

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A Nova Sinagoga foi construída em 1866 e é a principal sinagoga da comunidade judaica em Berlim....e está também muito bem guardada, principalmente para evitar atentados :ph34r: O seu estilo é o neomourisco e é um marco na arquitectura berlinense da segunda metade do século XIX. O edifício que podemos ver hoje é uma reconstrução da original, visto que a original foi completamente destruída no período nazi e na 2ª Grande Guerra.

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Um pouco mais à frente chegamos a Tacheles e aqui esqueçam tudo o que é arte dita normal....de museus, porque estamos prestes a entrar num mundo artístico único.

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O edifico onde encontramos Tacheles, é mais um dos muitos edifícios destruídos pela guerra, as suas marcas são tão presentes que não as podemos ignorar. Até hoje o edifício mantêm-se tal e quando como no dia em que um grupo de intervenção artística e cultural resolveu ocupar as suas divisões para evitar a demolição.

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As suas paredes estão completamente pintadas com graffitis coloridos, nas traseiras podemos ver um jardim onde cada artista exibe as suas instalações que funciona como bar/esplanada à noite. O interior sombrio alberga os estúdios de vários artistas que tornam este edifício condenado num pólo cultural a fervilhar de arte urbana. No interior podemos visitar exposições, comprar arte ou artesanato, participar num workshop ou assistir a um concerto…

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Tacheles é a face da cidade de Berlim, uma cidade que viveu aprisionada primeiro ao nazismo e depois à divisão de um muro e que apenas conheceu a liberdade há 20 anos. A visita é grátis e não se deixem intimidar pelo aspecto sombrio, Tacheles vale bem a visita. Podem saber mais aqui http://super.tacheles.de/cms/

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Nos últimos meses as autoridades têm tentado despejar os artistas do edifício para proceder à demolição :nono: A luta deles é agora conseguir manter o que ali foi construído. Qualquer um pode ajudar assinando a petição para manter Tacheles viva ;)
Junto a este local existem inúmeros restaurantes e bares, é uma das zonas movimentadas da noite de Berlim.
Daqui seguimos para jantar no Hackescher Markt, outro novo centro cultural e comercial com muitas opções de restaurantes. E como o dia já ia longo dali seguimos para o hotel.

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A. Easyhotel Berlin | B. Alexander Platz | C. Centro Comercial Alexa | D. Marienkirche | E. Rathaus | F. Nikolaikirche | G. Berliner Dom | H. Neus Museum | I. Pergamon Museum | J. Grobe Hamburger Strase | K. Nova Sinagoga | L. Tacheles

Esta mensagem foi editada por hydra: 29 Setembro 2011 - 14:51

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hydra

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Dia 4 – BerlimImagem

O dia começou com a visita ao museu Judaico, a entrada custa 5 euros. O museu conta a história dos judeus, não apenas na época Nazi mas ao longo de dois milénios.

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O museu foi fundado em 1933 e 5 anos mais tarde foi encerrado pelo regime Nazi. O que vemos hoje é uma mistura entre o edifício antigo e um novo edifício projectado pelo Daniel Libesking para a abertura do museu em 2001. Este edifício....para quem aprecia arquitectura moderna é muito interessante. Aliás todo o museu é espectacular, vive das histórias de um povo desde sempre perseguido, mas o museu conta a história de uma forma diferente, interactiva. Não posso deixar de dizer que é chocante. A história é triste...revoltante e sombria.

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A partir desta visita iríamos despertar para uma Berlim muito mais sombria, muito mais fria e assustadora. Para mais informações podem ver o site do museu http://www.jmberlin.de/

Daqui continuamos para o Check Point Charlie, este mais não é do que um antigo posto militar entre a Alemanha Ocidental e Oriental que existiu durante o período da guerra fria. Servia sobretudo como posto de passagem para estrangeiros e membros dos Aliados. Para os habitantes da Berlim Oriental era visto como o ponto de passagem para a liberdade. Aqui existe ainda um museu dedicado a esta época da guerra fria, no entanto optámos por não o visitar.

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No caminho podemos ver o famoso Urso de Berlim, está por todo o lado com diversas pinturas.

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Seguimos em direcção à Topografia do Terror, o site é http://www.topograph...of-terror/nc/1/ Este centro documental ao ar livre foi inaugurado em 2010, coincidindo com o 65º aniversário da 2ª Guerra Mundial.

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Feito sob os calabouços dos quartéis generais das SS e Gestapo, onde estiveram presos os adversários do regime nazi. O nome “Topografia do Terror” serve para recordar que ali foram torturadas mais de 15 mil pessoas. A exposição serve para recordar o plano de extermínio dos judeus, mas também dos ciganos, homossexuais, pessoas com deficiência ou os inimigos do regime. Aqui podemos também ver ainda uma parte do muro. Mais uma vez, aqui, a força da história é assustadora.

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Próxima paragem Sony Center e Postdamer Platz. A Postdamer Platz é uma praça muito movimentada, mais uma enorme intersecção de estradas e transportes públicos. Durante a guerra ficou completamente destruída e mais tarde o muro de Berlim dividi-a em dois o que a deixou abandonada durante muitos anos. Foi reconstruída após a queda do muro e tornou-se um símbolo de Berlim, pelo seu movimento, pelos seus edifícios altíssimos e porque se tornou um dos novos centros da cidade.

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É aqui que podemos encontrar o famoso Sony Center, um complexo de entretenimento que agrega lojas, restaurantes, salas de conferencia, hotéis, museus e cinemas.

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Ainda em Postdamer Platz podemos ver, desde 2010, o Boulevard der Stars, ou passeio das estrelas de Berlim que homenageia as grandes estrelas do cinema alemão. O local foi escolhido por ser aqui que se realiza o Berlinale o festival de cinema de Berlim. Na praça conseguimos ver ainda no chão, a marca do local por onde passava o muro, e no centro existem pedaços do mesmo e uma pequena exposição.

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Daqui seguimos em direcção ao Portão de Brandemburgo, mas na rua que liga este dois pontos encontramos ainda o Memorial aos Judeus Mortos na Europa também conhecido como Memorial do Holocausto. É fácil descobrirmos o lugar, o monumento é único no mundo, foi projectado por Peter Eisenman e é formado por 2711 blocos de concreto tentando simular um campo ondulado de pedras. Segundo Eisenman o espaço pretende transmitir “intranquilidade, confusão, um sistema ordenado que perdeu o contacto com a razão humana”.

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Por baixo deste jardim frio encontramos um centro de informação onde mais uma vez podemos conhecer a triste história do holocausto. Aqui estão guardados todos os nomes das vítimas judias do holocausto. Quando andamos por entre os grandes blocos de concreto sentimos a impotência de quem não tem ou não sabe como fugir, apenas vimos um longo corredor que não nos leva a lugar nenhum, a sensação é indescritível e só percorrendo o espaço se tem noção.

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Tínhamos conseguido marcar uma visita ao Reichstag, que se encontra fechado a visitas desde Novembro do ano passado devido às imensas ameaças de atentado de que é "vitima". Ainda assim é possível visitar o edifício e a sua magnífica cúpula marcando online uma visita guiada de 90 minutos que é inteiramente gratuita. Actualmente é possível marcar apenas a visita à cúpula, mas a visita guiada é muito interessante e recomendo. Podem marcar aqui http://www.bundestag...isits/kupp.html Em Junho era apenas possível marcar a visita completa, enviei o email no final de Abril e só recebi resposta no final de Maio....sei que houve pessoas que conseguiram marcar apenas uma semana antes....mas pode ser arriscado.

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O Reichstag é o parlamento alemão. Foi construído em 1894, mas só conseguiu um lugar de destaque com o final da primeira guerra, com a proclamação da república, feita na sua varanda em 1918. Em 1933, quando Hitler começava a ganhar poder na Alemanha, o Reichstag sofreu um grande incêndio e este acontecimento foi desde logo aproveitado por Hitler que acusou os Comunistas de causarem propositadamente o incêndio para limitar os órgão democráticos. No entanto pensa-se que foi apenas uma forma de Hitler conquistar mais apoios e conseguir que o presidente da altura assinasse um acordo que suspendia a maioria dos direitos humanos consagrados na constituição alemã em vigor. Com os líderes comunistas presos e deputados comunistas impedidos de tomar seu assentos no Reichstag, os nazistas obtiveram 44% dos votos nas eleições de 5 de Março de 1933 e passaram a contar com uma maioria. Aprovada a lei, Hitler recebeu poderes do Reichstag para governar por decreto e para suspender diversas liberdades civis. Depois disto Hitler abandonou completamente o edifício que foi apenas utilizado pelo ditador para actos de propaganda e militares. Foi um dos primeiros edifícios a ser libertado pelos aliados, nessa altura grafitis de comemoração do sucesso da operação foram pintados nas paredes interiores e ainda hoje têm um lugar de destaque no edifício. Após a reunificação o edifício foi restaurado e reinaugurado a 19 de Abril de 1999, novamente como sede do parlamento.

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O maior destaque da obra de reconstrução vai para a cúpula projectada por Norman Foster, um exemplar arquitectónico único que para além da beleza é também uma obra espectacular a nível ambiental.

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Esta cúpula é aberta ao exterior, e através de um sistema de recolha de águas das chuvas esta água é depois utilizada como forma de refrigeração de todo o edifício. Esta abertura permite também que não seja necessário ar condicionado na sala do plenário. É quase totalmente em vidro, o que permite recorrer a luz natural quase o dia todo. Para visitar a cúpula é distribuido gratuitamente um audio-guia e imaginem…existe em português. Este edíficio merece mesmo uma visita.

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Dali saímos novamente em direcção à Pariser Platz para ver o Portão de Brandemburgo, outro marco histórico e símbolo da cidade de Berlim. O portão está situado no final da famosa Unter den Linden, a maior e mais famosa avenida de Berlim.

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O Portão é constituído por 12 colunas. No topo está a quadriga com a estátua de Irene, deusa da paz. Este foi mais um dos marcos históricos da cidade que ficou danificado com a 2ª grande guerra e com a divisão de Berlim em 4 áreas distintas (francesa, britânica, americana e soviética), o portão acabou por recuperar o seu estatuto inicial de porta entre uma área e outra. Do lado oriental ficava a Unter Den Liden que ficava na zona da união soviética e do lado ocidental o Tiergarten e o Reichstag, na área atribuída aos britânicos. Mais tarde a circulação entre uma área e outra foi completamente abolida, até à queda do muro de Berlim num período de quase 30 anos. Na noite da queda do muro de Berlim foi aqui que muitos se juntaram para reivindicar a abertura das fronteiras e a anexação dos dois lados de Berlim. A Unter den Linden é, como já referi, a maior e mais conhecida avenida de Berlim, liga o Portão de Brandemburgo à ilha dos museus.

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Aqui e nos arredores podemos encontrar alguns dos locais mais emblemáticos da cidade. O nosso primeiro desvio levou-nos à Gendarmenmarkt, considerada uma das praças mais bonitas do mundo. Aqui encontramos as duas igrejas gémeas e a Konzerthaus. As igrejas ficam em lados opostos da praça, uma igreja é alemã e a outra francesa. Ao centro encontramos a imponente Konzerthaus de estilo neoclássico.

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No centro da praça encontramos a estátua de Friedrich Shiller que escreveu a última parte da nona sinfonia ;) Para quem gosta de grandes armazéns e compras, pertinho da praça podem encontrar as galerias Lafayette lá do sítio, mas claro está sem o glamour parisiense.

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A próxima paragem fica mesmo no caminho de volta à Unter den Linden, a Bebelplatz. Esta praça serviu de cenário a mais um episódio triste da história alemã. No dia 10 de Maio de 1933, Hitler ordenou que se queimassem em praça pública todas as obras literárias de escritores alemães incovenientes ao regime nazi e foi aqui nesta praça que a ordem foi cumprida. Hitler disse que pretendia, com este acto, fazer uma limpeza na literatura alemã. Einstein e Freud foram alguns dos visados. No chão da praça, ao centro, podemos ver uma abertura com um vidro, por baixo do chão encontra-se a antiga biblioteca. Se espreitarmos é suposto podermos ver uma estante vazia, que simboliza o acto infundado do regime. Digo é suposto vermos porque na realidade eu não consegui ver nada mais do que o vidro.

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E estamos de volta à Unter den Linden, em frente à praça podemos ver a universidade de Berlim e se seguirmos em direcção à ilha dos museus podemos ver o Neue Wache, um edifício memorial construído em 1818, depois da 1ª guerra mundial tornou-se um memorial em honra das vítimas das guerras e tirania. O ponto principal de interesse do memorial é a estátua da Mãe com o seu filho realizada por Kathe Kollwitz em memoria do holocausto e dos mais de 6 milhões de Judeus assassinados pelo regime nazi. Mesmo ao lado do memorial fica o Museu de história alemã...que não visitei.

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O dia já ia longo, por isso decidimos jantar. Escolhemos um restaurante indiano que tínhamos visto em frente à Tacheles no dia antes. Apesar de o restaurante não ser mau...o espaço é muito interessante, este é um dos locais onde o empregado praticamente nos obrigou a deixar 10% do valor da conta como gorgeta....

O roteiro deste dia...

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A. Museu Judaico | B. Check Point Charlie | C.Postdamer Platz | D. Topografia do Terror | E. Memorial do Holocausto | F. Parlamento Alemão | G. Portão de Brandeburgo | H. Gendarmenmarkt | I. BebelPlatz | J. Unter den Linden

Esta mensagem foi editada por hydra: 28 Setembro 2011 - 23:40

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Dia 5 – Sauchsenhausen > Berlim

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A ideia inicial para este dia era visitar o campo de concentração de manhã e da parte da tarde Postdam, para quem o quiser fazer a linha do S-Bahn que leva aos dois locais é a mesma, embora em sentidos opostos (são as duas estações terminais da linha), ou seja permite poupar tempo, mas a deslocação entre uma e a outra são cerca de 70/80 minutos. É possível visitar os dois locais no mesmo dia se abdicarem de conhecer tudo com detalhe e convém começar cedinho :P , se pretendem, como nós, dedicar mais tempo a cada local o melhor é escolherem dias diferentes.


Começamos o dia bem cedinho, apanhamos a linha S1 do Bahn e seguimos em direcção a Oranienburg Station com as nossas bicicletas. Depois da estação ao campo ainda é um pouco afastado, nós fomos de bicicleta, mas vimos muitas pessoas a fazer o caminho a pé. Existe um autocarro que tem uma paragem na estação e nas proximidades do campo.

A visita é grátis e o campo abre por voltas das 8h30, se quiserem podem consultar o site
http://www.stiftung-...ms/en/index.htm

Sachsenhausen foi um campo de concentração que esteve aberto desde Julho de 1936 até Abril de 1945, e depois, até 1950 serviu de acampamento especial das tropas soviéticas continuando a ser um campo de concentração.

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Na primeira fase de funcionamento, o campo destinava-se principalmente a prisioneiros políticos que agiam contra o regime, dois anos mais tarde foram para lá levados milhares de prisioneiros judeus. Destes muitos acabaram por morrer ....diz a história que a maioria por causas naturais...que se traduziam em fome, maus tratos, torturas, experimentação médica e científica...entre outras atrocidades ....mas, oficialmente, não foram assassinados....o que é chocante.

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Passaram por este campo cerca de 200 000 pessoas e cerca de metade morreram ali.

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Apesar de este não ser um campo de extermínio podemos ver a zona de fuzilamento, os crematórios, as valas comuns e toda uma série de infra-estruturas destinadas à matança, à tortura....
Durante a segunda guerra mundial o campo funcionava como campo de trabalho, onde utilizavam a mão de obra gratuita para produzir armamento e até produção de dinheiro falso.
Antes do desmantelamento do campo estimava-se que estariam lá mais de 65 mil prisioneiros, dos quais 13 mil seriam mulheres. Quando o regime pressentiu que iria perder a guerra ordenaram a transferência de todos os prisioneiros para outros campos, o caminho longo para pessoas mal alimentadas, fracas e feridas fez com que muitas fossem ficando para trás atrasando a progressão...essas eram imediatamente fuziladas em frente a todos os outros....
No dia 2 de Maio de 1945 os soviéticos libertaram o campo, apesar de este se encontrar praticamente vazio, de seres vivos.... e transformaram-no no seu próprio campo de concentração. Utilizaram o campo para aprisionar simpatizantes do regime nazi e antigas forças policiais alemãs.

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O campo sofreu um incêndio que destruiu grande parte dos edifícios, e embora estejam a proceder à reconstrução dos espaços, o que podemos ver hoje são apenas alguns pavilhões. Podemos ver onde comiam, onde dormiam, os locais onde eram realizadas experiências médicas, uma parte do campo soviético e a parte mais chocante....os crematórios, zonas de fuzilamento e valas comuns.

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Tudo o que eu possa descrever não consegue traduzir o que se sente....um arrepio na espinha constante....podemos ver a história dos prisioneiros, os seus pertences....a sua vida desfeita devido à loucura não só de um homem, mas de uma multidão que apoiou calada, e sem intervir, todas as atrocidades cometidas.

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Aproveito para falar aqui sobre o que achei do povo alemão.... achei frios, e apenas simpáticos nos locais próprios do turismo, museus, restaurantes, hotel.... de resto, a amabilidade não me pareceu andar por ali :)

Mas vi coisas mais chocantes, a roçar o racismo.... o que depois de toda a história é triste...mas voltando à visita... posso dizer que todo o percurso é cansativo....o campo é enorme, por isso não nos arrependemos da nossa decisão de deixar Postdam para o dia seguinte.

Deixamos para trás o lugar triste que conhecemos, e que apesar de triste recomendo, sem nunca esquecermos o que vimos ali e fomos em direcção à East Side Gallery.
A East Side Gallery é uma galeria de arte a céu aberto que utilizou como base uma das poucas secções do muro de Berlim que ficaram de pé até hoje.

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O muro de Berlm foi construído pela Republica Democrática Alemã durante a Guerra fria e separava fisicamente a zona de Berlim Ocidental da Oriental como já referi anteriormente. O muro foi construído na noite e madrugada de 13 de Agosto de 1961 e tinha um comprimento de 66,5 kms com 302 torres de observação, redes electrificadas, pistas para corrida de cães de guarda. Durante todo o tempo em que esteve de pé, muitos foram os que tentaram atravessar esta barreira, mas a dificuldade era tal que a maioria encontrava a morte ou era aprissionado. O muro foi construído numa noite e muitas foram as famílias que ficaram separadas...
Ao fim de 28 anos de separação uma onde revolucionária obrigou o governo da Alemanha Oriental a anunciar a abertura das fronteiras, conta a história que tudo não passou de um mal entendido e que a ordem não seria para cumprir naquela data, mas um erro de transmição de ordens levou a que toda a população se dirigisse aos pontos de controle e as barreiras físicas deixaram de ser suficientes para parar a vontade do povo. Tudo isto aconteceu a 9 de Novembro de 1989, nas semanas seguintes as população acabou por destruir o muro partindo-o como celebração, para levar como souvenir, etc... Este acontecimento abriu portas à reunificação da Alemanha que foi oficialmente reconhecida a 3 de Outubro de 1990.

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A East Side Gallery pretende simbolizar a esperança, o medo, alegria, impotência e ódio como forma de testemunhar os sentimentos da construção e queda do muro. Esta secção do muro tem 1,3 kms de comprimento e 3,60 metros de altura e é visitado por mais de 2000 pessoas por dia.

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As pinturas foram feitas por artistas de 21 países, num total de 106 obras pintadas em 1990. Uma das mais famosas pinturas é o Beijo Fraterno entre o líder soviético Leonid Brejnev e o seu homologo alemão-oriental Erich Honecker, realizada pelo russo Dimitri Vrubel. No meio de muitas obras podemos encontrar duas obras de origem portuguesa.

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Esta galeria foi recentemente recuperada, como forma de preservar o legado artísitico, cultural e histórico que representa.
Podem saber mais sobre o projecto e sobre os artistas em http://www.eastsideg...y.com/index.htm

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Num dos extremos do muro podemos ver a Oberbaumbrücke, uma ponte de piso duplo e cor avermelhada.

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O dia já ia longo e por isso decidimos jantar, a escolha recaiu sobre um restaurante italiano que tinha visto ser muito recomendado e que não posso deixar de recomendar também, o Vapiano, situado na Postdamer Platz. Podem conhecer o espaço aqui http://www.vapiano.d...e.php?lang=deen e aqui http://www.vapianoin...al.com/vapiano/ e o melhor de tudo é que não é nada caro e a comida é deliciosa ...

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Esta mensagem foi editada por hydra: 28 Setembro 2011 - 22:32

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Dia 6 – Berlim > Postdam

Como tivemos de alterar os planos do dia anterior, a manhã foi passada em Berlim e à hora do almoço seguimos para Postdam.

A nossa primeira paragem foi a Coluna da Vitória que fica situada numa rotunda junto ao Tiergarten. Este monumento serviu para comemorar as vitórias militares da Prússia em 1864 e 1871. Tem 67 metros e no topo uma estátua de bronze de Vitória, a deusa da vitória militar.

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Aproveitando a proximidade fomos visitar o Tiergarten, o maior jardim de Berlim...e garanto que é mesmo muito grande e muito bonito. O parque tem alguns pontos de interesse, mas o nosso tempo estava contado e depois de uma vontinha por ali seguimos em direcção à Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche...nome simples este....

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Podem consultar o site da igreja aqui http://www.gedaechtn...e/KWG/index.php

A visita a esta igreja é grátis, no entanto todo o exterior se encontra em recuperação e por isso está tapada :\
A igreja fica localizada próximo do Jardim Zoológico de Berlim, na zona Ocidental de Berlim, mais precisamente na rua Kufürstendam, uma rua de comércio onde estão todas as lojas de renome internacional.

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Esta igreja foi bombardeada na 2ª Guerra Mundial ficando quase completamente destruída, apenas uma das torres permaneceu de pé. Essa torre não foi recuperada para que possa relembrar os berlinenses, alemães e todos os que visitam a cidade, das consequências da guerra.

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Daqui seguimos pela Kufürstendam, com mais umas voltinhas à mistura, para chegarmos ao Palácio de Charlottenburg, um palácio barroco construído em 1699 para os reis da Prússia. O palácio exteriormente é bonito, mas dizem que vale mesmo é pelos seus magníficos jardins.

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Como não podíamos ver tudo deixamos os jardins para trás e fomos em direcção a Postdam.
Para saberem mais sobre o palácio podem ver aqui http://www.spsg.de/index.php?id=134/

Postdam é uma pequena cidade a cerca de 40Kms de Berlim. Para chegar lá a melhor forma é apanhar a linha S1 do Bahn, a saída tem o mesmo nome da cidade ;)

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Se pretenderem percorrer o parque completo e a cidade o melhor é alugar bicicleta ou algum meio de transporte, a pé demorará muito tempo e será muito cansativo.

Em Postdam, mais concretamente no Parque Real de Sanssousci podem ver, o Palácio Charlottenhof, o Novo Palácio de Postdam, o Orangerieschloss, o Palácio Sanssouci, etc.

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O melhor é assim que chegam ao parque retirarem numa das máquinas à entrada um mapa e percorrer os caminhos e os palácios que preferiram, o mapa custa 2 euros. O meu preferido foi mesmo o Sanssouci com a sua bela escadaria e a fonte no final. O pavilhão de chá chinês também é muito engraçado.

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Os jardins são mais ou menos do género dos famosíssimos jardins de Versalhes, mas a magnitude é inferior.
É possível visitar os edíficios comprando um passe combinado, para visitar os jardins a entrada é gratuita, foi apenas o que vimos. Podem consultar o site aqui http://www.potsdam.de/

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Toda esta zona é Património Mundial da Humanidade.

Como curiosidade, aqui foi assinado o Tratado de Postdam, o tratado que definiu como seria administrada a Alemanha depois da 2ª Guerra Mundial.

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Depois de percorridos imensos kms voltamos a Berlim para a nossa última noite na cidade. Antes do jantar, perto da hora do por-do-sol decidimos subir à torre de tv, a Berliner Fernsehturm.

Esta torre foi construída entre 1965 e 1969 pela Republica Democrática Alemã que a usou como símbolo de Berlim Oriental. A torre é visível de quase todos os locais do centro da cidade, inclusivamente da zona ocidental. A torre tem 368 metros de altura e é um dos edifícios mais altos da Europa.
Como já mencionei é possível subir a uma plataforma situada a 204 metos de altura e daí podemos ver em 360º até cerca de 42 kms de distancia (em dias de bom tempo). Lá em cima para além de toda a área de observação existe um restaurante giratório.
Para chegar a esta plataforma temos de apanhar um elevador que demora apenas 40 segundos a percorrer os 204 metros ;)

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O bilhete custa 11 euros sem entrada prioritária, às vezes as filas podem ser muito longas…nós até tivemos sorte, podem consultar mais informações aqui http://tv-turm.de/en/index.php

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Depois de vermos a cidade do alto era hora de ir jantar, para a última refeição na cidade escolhemos o restaurante o Museu DDR, que aconselho. Tem especialidades alemãs com maior incidência na Alemanhã Oriental.

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O museu não conseguimos visitar, mas pelo pouco que vimos do restaurante parece muito interessante, retrata a vida quotidiana da Alemanha comunista do pós-guerra. Podem ver mais aqui http://www.ddr-museum.de/en/
E assim acabou a nossa estadia em Berlim, para acabar a noite tivemos direito a uma tempestade de chuva e vento :\

O roteiro deste dia inclui Postdam, e por ser uma cidade diferente, vou colocar apenas a parte da manhã até à ida para Postdam ;)

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A. Coluna Vitória | B. Tiergarten | C. Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche | D. Charlottenburg

Esta mensagem foi editada por hydra: 28 Setembro 2011 - 23:50

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#8
hydra

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Dia 7 – Praga

Por volta das 10.30h apanhamos o comboio em direcção a Praga, como já referi atrás esta viagem foi uma aventura.... por volta das 15.30 estavamos em Praga, apanhamos o metro pela primeira vez...muito simples, e fomos deixar as malas ao apartamento.

Sobre o metro...eles têm estações muito interessantes, ora vejam ... ;)

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Aproveitamos logo para retomar a nossa visita à cidade e seguimos em direcção ao Rudolfinum, a sede da Orquestra Filarmónica Checa, por curiosidade este edifício serviu de sede ao regime Nazi aquando da ocupação de Praga.

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Dali seguimos junto às margens do rio, passando novamente pela famosa ponte e seguimos em direcção ao Teatro Nacional de Praga, podem ver mais aqui http://www.nationaltheatre.cz/ , estava repleto de pessoas muitissimo bem vestidas ;)

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Mas o nosso destino era a Casa Dançante, em checo Tančící dům. Este edifício foi projectado por Vlado Milunic em parceria com Frank Gehry, ficou pronta em 1996. Originalmente o nome do edifício era Fred & Ginger, de Fred Astaire e Ginger Rogers, pois o desenho do edifício assemelha-se a um casal de bailarinos No topo existe um restaurante francês, hoje é sobretudo um prédio de escritórios.

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Dali seguimos em direcção à praça Karlovo, esta é a maior praça da Rápublica Checa e uma das maiores da Europa. E antes de chegarmos vimos isto :lol:

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De seguida fomos para Praça Venceslau, a principal praça da zona da cidade Nova de Praga. Aqui decorreu a primavera de Praga, os famosos protestos contra o Regime Comunista em 1968, e a Revolução de Veludo em 1989, novamente protestos contra o comunismo, que desta vez derrubaram o regime.

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Aqui fica situado o Museu Nacional numa ponta, e na outra a rua Prikope que já falei. Nesta praça, que não é bem uma praça, encontram-se inúmeros cafés, hotéis, museus e sempre muitas pessoas.

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Daqui voltámos novamente à zona antiga para jantar por ali.

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A. My House Apartments | B. Rudolfinium | C. Teatro Nacional | D. Casa Dançante | E. Praça Karlovo | F. Wesceslau Square e Museu Nacional

Esta mensagem foi editada por hydra: 28 Setembro 2011 - 23:53

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#9
hydra

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Dia 8 – Praga

Este dia estava destinado a conhecer o outro lado do rio, a zona do Castelo e do Bairro Pequeno...

Saímos logo pela manhã em direcção à zona do castelo, optámos por percorrer o caminho a pé, já que estávamos perto da outra margem. Passamos pelo Wallensteinpalais, que dizem ter um jardim muito interessante, mas optámos por não entrar....adivinhávamos que o dia iria ser longo.

Subimos a escadaria de acesso à zona do Castelo (a zona muralhada). Ainda são alguns degraus mas a subida faz-se bem. A vista ao chegar ao cima da colina é deslumbrante.

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Entrando na zona muralhada, e mesmo observando o castelo da cidade baixa, percebemos que o castelo de Praga é diferente do aspecto tradicional dos restantes castelos. O conjunto muralhado é dominado pelas imensas torres da Catedral de S. Vito e o castelo acaba por ser uma pequena cidade numa zona delimitada por muralhas. Devido a isto a área que ocupa é superior a 72, 5 metros quadrados, o que faz dele o maior castelo do mundo.

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A zona do castelo surgiu no séc. IX e actualmente encontramos no seu interior o casteloa Catedral de S. Vito, o Palácio Real, o Convento de S. Jorge, o Palácio Lobkowicz e a Travessa Dourada.

E foi por esta última que iniciamos a nossa visita. Para visitarmos os vários edifícios que formam o complexo podemos comprar um bilhete combinado para uma visita longa (que inclui quase todos os locais) ou uma visita curta que inclui entrada na Catedral, no Palácio, no Convento de S. Jorge, na Torre Daliborka e ainda na Travessa dourada.
Optamos pela visita mais pequena, que tem o custo de 250cz, para saberem mais preços e horários podem consultar este site http://www.hrad.cz/e...n/tickets.shtml

Começamos então a nossa visita pela Travessa Dourada, ou Beco dourado....existem várias traduções do nome. Esta é uma rua estreita dentro do castelo onde estavam localizadas as casas dos artesãos e guardas do castelo. As casas foram construídas no séc. XVI. A casa nº22 é a mais famosa da rua, pois aqui viviu entre 1916/17 Franz Kafka.

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Seguimos daqui para o convento de S. Jorge, o primeiro convento da região da Boémia, fundado em 974. Em 1782 foi convertido num quartel e em 1970 foi recuperado e tornou-se um museu com uma valiosa colecção de arte checa do século XIX.

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A próxima paragem foi a famosa Catedral de S. Vito, a maior igreja da República Checa, de estilo gótico foi iniciada em 1344, as obras foram suspensas no séc. XV e só em 1929 a obra foi finalizada.

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A última paragem dentro das muralhas foi o Palácio Real, iniciado no século XII, sofreu importantes aumentos posteriormente. No final todos os governantes deixaram a sua marca, maior ou menor, na fisionomia do castelo. A visita não é nada de especial, enquanto palácio este não é dos mais bonitos.

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Daqui seguimos para o Loreto de Praga, uma igreja barroca do séc. XVIII com um campanário composto por 27 sinos. Lá dentro podem encontrar o Tesouro do Loreto, um conjunto formado por objectos litúrgicos, ourivesaria, arte, pedras preciosas e objectos em ouro.

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A entrada é paga e como já se fazia tarde seguimos em direcção à colina de Petrin.

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Aqui situa-se o parque com o mesmo nome e a vista sobre Praga e as suas pontes é divinal, só pela vista o parque já merece uma visita, no entanto aqui podem também encontrar a Torre de Petrin, uma torre Eiffel em ponto pequeno, com 60 metros de altura. Foi construida em 1891 para a Exposição Mundial, podem subir a pé os 299 degraus ou acrescentar o valor do bilhete de elevador ao bilhete da entrada.

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A entrada custa 100cz e o elevador custa 20 ou 50cz (n me recordo ao certo). Lá em cima da plataforma do topo podemos ver toda a cidade de Praga....aviso já que a plataforma oscila assim um bocadinho ...vá um bom bocado :)

Aqui têm o site da torre....em checo (n consegui encontrar em inglês) http://www.petrinska...ovozni-doba.php

Mesmo ao lado encontram o Labirinto dos Espelhos, construído para a mesma ocasião.

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Para descermos a colina optámos por ir de funicular, este percorre a colina desde a cidade baixa até ao topo. O bilhete é um bilhete de metro/eléctrico que já falei atrás.

No inicio do funicular encontram o Memorial em honra das vítimas do Comunismo, entre 1948 e 1989.

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Aqui entramos no bairro de Malá Strana ou Cidade Pequena como também é conhecido. Daqui demos um saltinho à a Ilha de Kampa, onde encontramos o Museu com o mesmo nome que alberga uma colecção de arte moderna interessante. Podem ver mais aqui http://www.museumkampa.com/en/

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Seguimos em direcção à John Lennon Wall, um memorial de tributo a John Lennon feito pelos seus fãs que lá escreveram poemas, dedicatórias, fizeram desenhos. Como já aqui foi dito anteriormente esta “parede” é uma pequena desilusão.

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Mesmo aqui ao lado, numa pequena ponte sobre um braço do rio podemos ver uma estátua e neste local os namorados deixam juras de amor eterno através de cadeados.

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A nossa próxima paragem era o coração da Malá Strana, a Praça da Cidade Baixa, fica entre a Cidade Velha (do outro lado do rio) e a zona do Castelo. Vizinha desta praça fica a Igreja de S. Nicolau, uma igreja barroca do séc. XVIII.

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Por toda a cidade podem encontrar um doce típico de Praga, o Trdelnik. Muito bom....vale a pena experimentar :drool:

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O dia já ia longo e chuvoso....por isso terminámos a visita por ali ;)

Fica o roteiro deste dia, na zona do castelo andamos em todo o interior ;)

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A. My House Apartments | B. Castelo de Praga | C. Loreto | D. Parque e Torre Petrin | E. Memorial em honra das vítimas do comunismo | F. Museu e Ilha de Kampa | G. John Lenon Wall | H. Igreja de S. Nicolau | I. Karlov Bridge

Esta mensagem foi editada por hydra: 28 Setembro 2011 - 23:58

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#10
hydra

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Dia 9 – Praga

Era o nosso último dia na cidade...snif snif que as férias terminam sempre tão rápido....

Tínhamos guardado a manhã para visitar todo o Bairro Judeu, onde estávamos hospedados.

A comunidade Judaica chegou a Praga no Séc. X mas foi sempre posta à parte e obrigada a viver num bairro restrito...hoje conhecido como Bairro Judeu ou Josefov, este nome foi dado em honra ao Imperador do Império Sacro-Romano, Joseph II, que permitiu em 1850 se emancipassem.

A zona do Bairro Judeu alberga o Museu Judeu de Praga, que é composto por 4 sinagogas, um museu e o cemitério.

A Pinkas Synagogue é a principal. Construída em 1535, foi transformada em um memorial para os judeus mortos na região de Boêmia e Morávia durante a Segunda Guerra. O primeiro piso contém nas suas paredes os nomes de 77.297 mortos nos campos de concentração, enquanto no segundo andar podemos ver os desenhos de aproximadamente oito mil crianças que ficaram presas no campo de concentração de Terezín, próximo de Praga, de 1942 a 1944. Apenas 242 delas sobreviveram.

Nas sinagogas Maisel, Spanish e Klausen podem ver-se exposições apresentando diferentes formas de arquitetura, como moura, gótica e barroca.

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Junto à Sinagoga Espanhola podemos encontrar a estátua em homenagem a Kafka.

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A Velha Nova Sinagoga é a mais antiga sinagoga da Europa e ainda está em funcionamento, foi construída no final do século XIII, e é um dos mais bem conservados prédios góticos de Praga, continuando a ser regularmente utilizada pela comunidade judaica.

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Durante a época em que os judeus estavam restritos ao bairro, eram todos enterrados no Antigo Cemitério Judaico. O cemitério foi enchendo e, para resolver o problema, as campas foram sobrepostas em 12 camadas de altura, em 1787, foi desactivado. Hoje podemos ver 12 mil campas mas estima-se que lá foram enterradas mais de 100 mil pessoas. É impressionante.

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Existe um bilhete único para visitar todos estes locais. Podem saber mais aqui http://www.jewishmuseum.cz/aindex.php

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Depois de terminada a visita fomos fazer um pequeno passeio de barco pelo rio, aqui existem várias modalidades de passeio, mais curtas ou de várias horas e para vários preços. Na zona junto ao rio, do bairro judeu situam-se alguns dos cais de embarque.

Escolhemos o cruzeiro de 1 hora, que vai até à Charles Bridge e volta de novo ao cais de embarque, o preço foi 190cz por pessoa, podem consultar mais aqui http://www.cruise-prague.cz/cruises

Com a sorte que temos caiu um dilúvio assim que entramos no barco...

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Ainda tivemos tempo para comprar os “recuerdos” e comer mais um Trdelnik ...e assim se passaram as férias

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Infelizmente estava na hora de voltar porque o avião não espera...mais uma viagem de 3.30h e aterrámos na familiar Portela :bye:

Esta mensagem foi editada por hydra: 29 Setembro 2011 - 14:54

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#11
hydra

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Se chegaram ao fim deste enooorrrrmmeeee report PARABÉNS :lol: (brincadeirinha)

Espero que seja útil e que quando visitarem estas maravilhosas cidades aproveitam tanto ou mais do que eu ;)

Foi uma viagem intensa e interessante, mas pesada devido à intensidade cultural de Berlim, uma cidade que ou nos passa completamente à parte....ou nos marca para sempre.

Praga é como todos já sabemos um postal turístico que será certamente mais bela quando tiver menos turistas pelas ruas....

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#12
Maria Pereira

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Fiquei deslumbrada com este report!! Muito completo... muita informação e maravilhosamente bem ilustrado (as fotos estão fantástcias) :) .. deve ter sido uma viagem muito interessante e enriquecedora :thumbsup:
Excelente documentário :clapping:
Muitos parabéns e obrigada pela partilha.
"A felicidade não é uma estação à qual chegaremos, mas sim uma forma de viajar."
(Margaret Lee Runbeck)

#13
hydra

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Muito obrigada Maria :D

Foi realmente uma viagem maravilhosa e intensa ...senti muitas vezes um arrepio na espinha pela forma como a história é "brutal"....pensar em tudo o que se passou por ali é avassalador, especialmente em Berlim ... mas no final são 3 cidades magníficas :D

Como tive muita dificuldade em planear os meus dias por Berlim...achei por bem documentar mais o report ;)

Fico contente por teres gostado ;)

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#14
TeK

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Hola,

eu confesso que vi só as fotos todas, mas com certeza que quando este destino for o meu próximo, vou ler tudo umas 3 vezes, vá só 2 deve chegar, senão preciso de 1 semana inteira eheh

Embora a Alemanha não seja para mim um destino a visitar nos próximos 10 anos, mas Praga sim. :)

Obrigado pela dedicação, eu sei bem o que isso custa ;)

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- Omã (Mascate - 2014)
- Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi - 2014)
OS MEUS REPORT's (Aqui) ---> México, Maldivas, Cuba, Républica Dominicana, Amesterdão, Barcelona, Açores, Tenerife, Roma e Veneza

#15
mokas

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Mais um excelente report! :) Pat assim ficamos mesmo mal habituados. :D

E pronto, vai ser a minha literatura exaustiva nos próximos tempos. É que este report vai me dar um jeito .... :thumbsup:
O viajante ainda é aquele que mais importa numa viagem

André Suarés

#16
hydra

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Obrigada Tek ;)

Olha que Berlim pode ser uma boa surpresa, tb n estava nos meus planos, mas depois de investigar um bocadinho torna-se fascinante...é uma cidade diferente, isso é certo ;)

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#17
hydra

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Mónica....o próximo só coloco fotos....que isto é cá uma estafa :wacko:

Espero que te ajude no planeamento da tua viagem e que aproveites ao máximo :wub:

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#18
TeK

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Hydra, não é tanto pelos locais, é mesmo pelo povo e pela língua, mas não gosto mesmo nada de tudo o que é alemão :)
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#19
hydra

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:lol: percebo-te, a minha opinião pelo povo tb n melhorou nada....e a língua nem comento :P

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#20
Nika.

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Parabéns pelo report Hydra! :)
Para conseguires melhorar a tua opinião em relação aos alemães tens de conhecer a Baviera, encontrei pessoas muito simpáticas. :)
Eu, por exemplo, considero os checos menos simpáticos, apesar disso posso afirmar que 10 anos depois da minha 1ª visita a Praga a reacção deles com os turistas sem dúvida já melhorou muito. :P

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