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[Report] Sudoeste EUA 2025 - Parte 3

David sf

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Continuação deste post

17 – Page – Flagstaff 355 km


A terceira semana começa bem cedo no Walmart Auto. Com um contratempo, faltou um dos mecânicos e o único que lá está não pode reparar o pneu estando sozinho. Esperamos uns 20 minutos por reforços, mas ninguém aparece, e o senhor decide borrifar-se nas regras e tratar da reparação sozinho. No fim, quando pergunto quanto é, diz que não pode aceitar o dinheiro, porque não pode registar que fez a reparação sozinho. Dou-lhe uma gorjeta e sigo viagem.

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Dia inteiramente dedicado ao Grand Canyon, mas ainda eram perto de duas horas de viagem para lá chegar. Logo à saída de Page, o vale do rio Colorado já algo escavado.

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A maior parte dos visitantes do Grand Canyon, pelo menos as excursões provenientes de Las Vegas, visitam apenas a Grand Canyon Village e zona envolvente, na área Oeste do South Rim (o North Rim tem acesso a reduzido número de miradouros e várias estradas cortadas até junho, nem sequer foi hipótese para o meu itinerário). Como eu entrei vindo de Este, os primeiros locais a visitar têm bastante pouca gente, o que me surpreendeu pela positiva.

Primeira vista do Grand Canyon, desde a Desert View Watchtower.

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Local onde ocorreu um acidente aéreo em 1956 devido à colisão de dois aviões.

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Sigo para Oeste ao longo do desfiladeiro, parando em alguns dos miradouros. Há alguma neblina, o que diminui a nitidez das fotos.

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Já perto da Grand Canyon Village começo a ouvir trovões e cai o primeiro aguaceiro do dia. Apesar de estarem 6ºC caem alguns farrapos de neve misturados com a chuva.

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Chego então à zona do visitor center, próximo à Grand canyon Village. Apesar de haver uma maior quantidade de gente, não era a multidão que eu estava à espera de encontrar.

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David sf

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Mais um aguaceiro.

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O comboio turístico na Grand Canyon Village.

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O Grand Canyon é definitivamente um lugar que vale a pena visitar-se. No entanto, quando comparado com as Canyonlands, por exemplo, e tendo em conta a expectativa com que se chega lá, desiludiu-me um pouco. Pode ter sido pela repetição de cenários semelhantes, pode ser devido à neblina que limitava a visibilidade, mas acho que o problema maior do Grand Canyon está presente no seu nome: é demasiado grande. Os canyons estão muito longe, o vale é muito aberto, não tem o surrealismo de outros locais.

A meio da tarde, e gelado pelo vento frio que dominou o dia, dirijo-me para Flagstaff onde vou passar as duas noites seguintes. Pelo caminho atravesso mais paisagens bucólicas.

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18 – Flagstaff – Sedona – Flagstaff 387 km

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Este dia foi um loop, para visitar locais nas imediações de Flagstaff. De manhã, temperaturas negativas e uma boa camada de gelo no carro.

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Dirijo-me para Sul, onde visito o lago Watson, localizado perto da cidade de Prescott. Aqui a paisagem é granítica.

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Um pouco a Norte localiza-se a cidade mineira de Jerome. Após vários anos abandonada foi recuperada e hoje é um dos principais pontos turísticos da região.

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David sf

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Próximo de Jerome, outra ruína dos nativos ancestrais, Tuzigoot. Depois de Chaco e Aztec esta já não impressiona muito.

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O ponto central desta zona é a cidade de Sedona, no meio de uma paisagem avermelhada. Aqui noto uma novidade, já tinha estranhado a total ausência de rotundas ao longo dos milhares de quilómetros que tinha feito. Sedona é percussora no país, a Viseu do Arizona, porque tem tantas rotundas como qualquer cidade portuguesa. Fiz mais rotundas em Sedona do que no resto da viagem, deve ter um mayor lusodescendente.

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O aeroporto de Sedona fica no topo de uma mesa com vista para a cidade.

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A construção mais curiosa de Sedona é a Holy Cross Chapel, muito bem integrada no meio da montanha.

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Volto para Flagstaff e dirijo-me uns 20 km a Norte para visitar a paisagem vulcânica da Sunset Crater, cuja última erupção ocorreu há cerca de 1000 anos atrás.

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O céu estava escuro e na reentrada em Flagstaff cai um forte aguaceiro de neve.

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Este aguaceiro aconteceu na zona oriental da cidade, na zona ocidental a precipitação foi muito fraca e de chuva, com o Sol a brilhar.

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David sf

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Visito o centro de Flagstaff, outra cidade que cresceu em torno da Route 66, esta não aparentava estar tão abandonada como as restantes, provavelmente pela proximidade ao Grand Canyon e outros pontos turísticos como Las Vegas.

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19 – Flagstaff – Vernon 338 km

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Choveu durante toda a noite, com temperaturas sempre a rondar os 2ºC. Por muito pouco não acordei com um manto branco num dia 6 de maio…

Começo o dia subindo à montanha que rodeia Flagstaff.

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Entro na route 66, durante os poucos quilómetros que ainda sobram dela. À saída de Flagstaff não tenho alternativa a apanhar a I-40.

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Por vezes saio da I-40 para visitar pontos abandonados da antiga Route 66.

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O primeiro ponto alto do dia seria a visita a uma cratera resultante do impacto do meteorito. A sua exploração é privada e muito bem publicitada ao longo da estrada.

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O custo para entrar é elevado, 28 USD, porque se paga pela visita ao museu e muitas actividades para crianças que eu dispensava.

A vista desde o alto da cratera, primeiro para o lado de fora.

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Depois o interior.

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David sf

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Alguns quilómetros a Este entro no muito interessante Petrified Forest National Park.

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Apesar do nome, tem muitos mais motivos de interesse para além da Floresta Petrificada, como entrei por Norte, comecei pelo Painted Desert, uma vasta área desértica com rochas de variadas cores.

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No cruzamento com o antigo traçado, uma homenagem à Route 66.

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O antigo traçado (na zona dos postes que ladeavam a Route 66) e a I-40 cheia de camiões em segundo plano.

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Este foi um dia de aguaceiros fortes, com muitas nuvens escuras sempre a rondar, modificando um pouco a paisagem.

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Mais um antigo povoamento nativo, Puerco Pueblo.

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Mais petróglifos, este parecendo partilhar o mito europeu de que os bebés são trazidos no bico de uma cegonha, ou, numa explicação mais racional, uma ave a apanhar um sapo.

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Mais um momento de céu escuro a contrastar com o colorido do solo.

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David sf

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E aqui começam-se a ver as formações que dão nome ao parque. Há milhões de anos esta região localizava-se próxima do Equador, sendo uma floresta tropical. Vários troncos ficaram soterrados em várias camadas de solo, fossilizando e formando cristais, que, entretanto, devido à erosão voltaram à superfície.

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Após a passagem neste Parque Nacional, volto à estrada a caminho de Sul. Vou passar a noite perto de Vernon, numa autocaravana localizada no meio do nada. Escolhi este local por se situar a meio caminho de Tucson, o próximo destino.

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A caravana era espectacular, tinha tudo o que era necessário, inclusive aquecimento que era bastante necessário, a noite toda a temperatura esteve sempre pouco acima dos 0ºC.

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O jantar enquanto assistia à repetição de um dos momentos mais divertidos de todas as campanhas eleitorais, o debate dos partidos pequenos.

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Ao fim do dia veio outro aguaceiro que deixou este espectacular arco-íris.

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20 – Vernon – Tucson 421 km

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O dia amanhece gelado, com uma fina camada de gelo sobre o carro.

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Tomo o pequeno-almoço aproveitando os ovos de produção própria dos donos do terreno que me alugaram a caravana.

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David sf

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Desde há 20 dias, quando descolei de Londres, que não baixava da cota 1000 m, algo que iria acontecer hoje. Mas ainda tinha que percorrer bastantes quilómetros até lá chegar, atravessar alguns canyons por esta zona menos conhecida do Arizona.

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Já perto do meio dia começo a ver cactos, indicadores de que já estou no deserto quente do Arizona, a cotas mais baixas. O choque térmico é significativo, acordei perto dos 0ºC, agora estão 30ºC.

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Visito o espantoso Parque Nacional de Saguaro – parte Oeste, há outra a Este de Tucson, onde há milhares de exemplares da espécie de cacto que dá nome ao parque.

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Este parece mesmo um meme.

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Já fora do Parque Natural, muito próximo de Tucson, a estrada do Gates Pass com magníficas vistas e os sempre omnipresentes saguaros.

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David sf

Membro Conhecido
A sul de Tucson, a Missão Católica de San Xavier de Bac, estabelecida pelos primeiros colonizadores espanhóis desta zona, outrora pertencente ao México.

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Uns raros campos férteis nas redondezas.

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Um cão da pradaria nos jardins da Missão.

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Antes de entrar em Tucson subo o Sentinel Peak (denominado de “A” mountain pelos locais), com vista para o Sul da segunda maior cidade do Arizona.

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Fico duas noites num AirBnB em Tucson, no centro da Ciudad Vieja, zona histórica da cidade com arquitectura hispânica e casas coloridas.

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Na zona mais central da cidade, algumas casas de maior dimensão.

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Já no centro, o templo maçónico. Muitos templos desta organização encontrei nesta viagem.

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O tribunal.

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A igreja principal da cidade.

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David sf

Membro Conhecido
E volto ao Barrio Viejo.

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A casa onde fiquei.

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21 – Tucson – Bisbee – Tucson 340 km


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Mais um loop, até à fronteira mexicana, e passando por Bisbee e Tombstone.

Perto de Naco, localidade fronteiriça, mais umas vistas do muro que separa os EUA do México.

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Vim até aqui para visitar a antiga cidade mineira de Bisbee, que tal como Jerome foi recentemente recuperada e é hoje um polo turístico.

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David sf

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Esta é daquelas cidades onde de certeza o Partido Democrata vence com 90%. A bandeira do México a ondular ao lado da americana e a vibe artística da cidade não deixam margem para dúvidas.

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Pouco a Norte de Bisbee localiza-se a cidade de Tombstone, onde decorreu o famoso tiroteio de OK Corral. A cidade preserva o traçado do velho Oeste, mas hoje parece-se mais com um parque de diversões do que com uma cidade, algo que não tinha sentido, por exemplo, em Lincoln.

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Almocei neste saloon, bastante pitoresco, umas asas de frango a nadar num molho super doce.

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David sf

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Ao fim do dia volto ao centro de Tucson, para visitar a parte mais moderna.

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O Saguaro, o símbolo da cidade

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A única estação de comboio onde passei em que não havia viciados em Fentanyl.

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Faltava uma hora para o Amtrak, que passa de dois em dois dias em cada sentido.

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O antigo controlo da linha de caminho de ferro.

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De todas as cidades de maior dimensão onde passei, Tucson pareceu-me ser a mais vibrante (ou a menos vazia). Havia algumas pessoas na rua e comércio aberto.

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22 – Tucson – Phoenix 246 km

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Penúltimo dia, viagem de manhã até à entrada de Phoenix, onde visito o South Mountain Park and Preserve, com boas vistas para esta metrópole com 1,6 milhões de habitantes (e toda a área urbana envolvente com um total de 5 milhões).

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David sf

Membro Conhecido
Desço para o centro da cidade, a caminho do capitólio estadual.

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Os habituais monumentos militares junto à sede do poder estadual.

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Até os cães polícia são homenageados.

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A sede do governo do Arizona, com o Senado do lado esquerdo e o congresso do lado direito.

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Alguns troncos petrificados trazidos do respectivo Parque Nacional.

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Mais um monumento aos Navajo Code Talkers.

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De novo, uma cidade absolutamente deserta. Havia dois miúdos a fumar ganzas e duas turistas em toda esta área. Desta vez nem carros passavam.

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Dirijo-me à downtown em busca de vida, mas numa sexta-feira às 13 horas, no centro de uma área urbana com 5 milhões de habitantes, via-se apenas meia dúzia de transeuntes.

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David sf

Membro Conhecido
Pouco mais de 48 horas depois de acordar com temperaturas próximas de 0ºC, atinjo os 40ºC.

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Para refrescar vou às denominadas Arizona Falls, um aproveitamento recente de uma antiga hidroeléctrica num canal de abastecimento de água à cidade. Também aqui não há vivalma.

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Vou passar a noite num subúrbio luxuoso de Phoenix, Scottsdale. Aqui há um pouco mais de vida.

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David sf

Membro Conhecido
23 – Phoenix 22 km

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Último dia, inicia-se com o pequeno-almoço no Starbucks e interrompe-se logo às 10 da manhã para assistir ao Benfica – Sporting que decidia o campeonato. Como tinha que deixar o AirBnB a essa hora, assisti ao jogo à sombra de uma árvore.

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Após o jogo, aziado, e sem grandes atractivos na zona onde pudesse ocupar as 2 horas que faltavam da viagem, fui para a zona verde da cidade ocupar o tempo até à hora em que tinha de entregar o carro no aeroporto. A última formação rochosa engraçada das férias.

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Um lago, pouco refrescante porque tinha pouca sombra.

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Diziam na internet que a entrega do carro em Phoenix era um caos, para chegar com 4 horas de antecedência do voo. Cheguei e devolvi o carro em 2 minutos, e estava no aeroporto 4 horas antes de voar…

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Graças ao Revolut Metal tenho 50% de desconto no lounge dos aeroportos, portanto fui para lá ocupar o tempo e encher a barriga.

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O avião que iria apanhar para Londres.

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Voos pontuais, mas umas muito chatas 8 horas em Heathrow, aeroporto que não está nos meus preferidos, poucas zonas sossegadas, comida fraca e cara e imensa gente.

Chego ao aeroporto de Lisboa às 23:10 absolutamente caótico, meia hora para passar a fronteira e quase 1 hora para apanhar um Uber. Temos urgentemente que construir um novo aeroporto...
 

Pedro Maia

Membro Conhecido
Grande viagem, os sudoeste dos Estados Unidos é o paraíso das road trips e ter 3 semanas para andar por essas estradas é um privilégio.

Gostei de rever alguns lugares por onde já passei, una semana antes da tua viagem fiz uma muito mais curta e dos sítios por onde andaste visitei o Bryce e o Capitol Reef (não fizeste a scenic drive? curta mas gostámos bastante), com muita pena minha não tive tempo de ir ver o Canyonlands, confirmaste a ideia que tenho de que é dos parques mais espetaculares. Também confirmaste a minha ideia de passar o Zion, demasiada gente e sem poder visitar de carro próprio, pelo menos nesta época.

Lugares muito curiosos, de alguns deles nunca ouvi falar., muito bom!
 

Ricardo_7

Membro Conhecido
Olá :)

Obrigado pela continuação desta fantástica partilha! É de facto muita informação preciosa acompanhada de muitas e boas fotografias ;)
 

David sf

Membro Conhecido
(...) Capitol Reef (não fizeste a scenic drive? curta mas gostámos bastante),
Não havia muito tempo, e havia uma grande concentração de autocarros a sair para a scenic drive. Depois de ir às Canyonlands a fasquia ficou muito elevada, nem o Grand Canyon me pareceu muito transcendente...
 

PaulaCoelho

Membro Conhecido
Obrigada por mais um relato espectacular 🤩

Apanhaste uma grande variação de temperaturas!
Gostei muito das fotos do Petrified Forest NP de que nunca tinha ouvido falar e também de Tombstone pois apesar de parecer parque de diversões, parece pitoresco de se visitar.

Quando visitei o Grand Canyon comprei um tour que ia a vários locais incluindo a Hoover Dam e o Skywalk (o motivo de ter escolhido o tour) mas tive pontaria e dois dias antes foi cancelado por disputas de passagem entre um rancheiro e a os nativos que exploram o Skywalk... em alternativa fiz um passeio de helicóptero dentro do Grand Canyon com paragem para picnic numa Mesa e penso que vê-lo dessa perspectiva muda muito a imagem com que ficamos pois impressiona mesmo.
 
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