sandramos
Membro
Jamaica- Bahia principe- Out 2008
Depois de muito me deliciar com as vossas reportagens, chegou a altura de fazer o meu primeiro report: a minha viagem à Jamaica.
Data: Outubro de 2008
Hotel: Grand Bahia Principe
Companhia aérea. Orbest
Valor: 860€ pax- Ti; 10 dias, 9 noites- tivemos a sorte de apanhar a semana em que os voos eram alterados e por isso ficámos mais um dia à borla!
Considerações gerais sobre a Jamaica: Encontrei um país muito verde mas com pouca vida. Tudo na Jamaica é “Hey mon” e “No Problem”. É um país muito pobre que vive sobretudo do turismo. Numa das excursões que tive oportunidade de fazer ao centro da ilha e que irei descrever mais à frente vi pessoas que vivem sem nenhumas condições- 4 paredes em tijolo e uma placa. Vi muitas crianças com olhar vazio. Vi uma vida a ser vivida sem pressas, sem o stress que tanto nos caracteriza, mas nunca vi uma única criança a pedir fosse o que fosse. As roupas sujas e as caras completamente ranhosas que encontrei no Brasil não vi na Jamaica. As crianças aceitavam com um sorriso rasgado tudo o que lhe queríamos dar. Não existem regras de trânsito e cada um viaja com o carro mais carregado do que o outro, sempre a ultrapassar em duplos contínuos e a buzinar.
Considerações gerais sobre o hotel: localizado em pleno centro de Runaway Bay, dista a aproximadamente 60 minutos do aeroporto de Montego Bay. Tem um estilo imponente dividido por 700 suites, por três piscinas que cercam toda a parte dianteira do Hotel e uma zona de comercio e de lazer- Pueblo Principe. As suites têm terraço, ar condicionado, casa de banho privada com jacuzzi, secador de cabelo, TV por cabo, telefone, minibar (reposto todos os dias) e cofre mediante pagamento (não sei o valor porque não utilizei).
A praia do hotel, tal como já li em diversos tópicos aqui do fórum, é artificial, portanto nada de especial. Mas ainda assim dá para dar uns mergulhos e fazer snorkeling- o hotel empresta o equipamento mediante o pagamento de uma caução.
As piscinas são bastante amplas e agradáveis. E, como em quase todos os hotéis deste género, têm um bar aquático. O pior mesmo é arranjar espreguiçadeiras, pois a maior parte dos hospedes marca-as logo à noite.
O TI é mesmo tudo incluído, 24 horas por dia, bebidas nacionais e internacionais.
Relativamente à comida existe muita variedade no buffet principal pelo que não dá para enjoar. Existe um bar na praia que tem sempre saladas frias e frango assado na brasa na hora. Nos restaurantes de especialidade (4, acho eu) apenas experimentamos o Pescador (que pessoalmente não aconselho- porque ia em lua de mel tinha uma siena romântica marcada para este restaurante que deixou muito a desejar-) e o Gourmet- valeu pela diferença, mas uma hora depois estávamos novamente a jantar no buffet! No Pueblo Principe existe ainda uma hamburgueria que é o que funciona durante a noite.
Animação- Muito fraca! A juntar ao facto dos animadores quase nada animarem existiu ainda o facto dos hospedes não serem muito cooperantes. Os espectáculos diários nocturnos no Pueblo Principe começavam muito cedo (por volta das 19:30) o que fez com que apenas assistíssemos ao final dos mesmos. A discoteca também era muito fraca, mas o pessoal ia buscar a bebida lá dentro e vinha de novo para a esplanada conviver. Todas as semanas existe uma festa na praia do hotel que é muito agradável, mas que acaba por não compensar todas as outras noites em que a animação quase não existe.
No Pueblo Principe existem diversas lojas cujos preços em pouco diferem dos encontrados noutros locais.
As excursões: fizemos algumas, principalmente de meio dia, mas não as comprámos ao operador. A nossa experiência em viagens já nos ensinou que os operadores são quem as vende mais caras e que as conseguimos comprar por metade do preço, com a mesma segurança. Até porque, ao contrário do que costumo ver noutros hotéis, existia uma sala só para operadores e vendedores com os preços expostos para que qualquer um pudesse comprar onde preferisse.
- Fomos a Negril, andámos de catamarã e terminámos a viagem no Ricks Caffé onde se pode vislumbrar um magnifico por do sol.
- Fizemos um passeio de moto4 numa Quinta perto do Hotel onde andámos pelo meio da vegetação e passámos por uma aldeia típica. O passeio terminou com uma sessão de mergulho numa cascata simplesmente linda;
- Andámos de cavalo por praias desertas e inacessíveis. Muito bom;
- Andámos de barco também por praia desertas e no meio fizemos snorkeling- uma experiência magnífica!
- Fomos a Ochos Rios e subimos as cascatas- uma aventura e tanto!
- Fizemos um safari pelo interior da Jamaica- deu-nos a conhecer a simpatia daquele povo apesar das condições em que vivem. Permitiu-nos visualizar paisagens simplesmente espectaculares. Deu-nos uma imagem diferente da Jamaica, muito diferente do resort onde estávamos.
Compras- Na Jamaica não se compra nada de especial e não encontrei nenhum sítio onde valesse a pena. A única coisa que em minha opinião compensa trazer é o picante, vulgo piri- piri.
Considerações finais: Em todo o lado nos tentam vender “marijuana”, mas basta nos dizermos que não que logo ouvimos “no problem”; O pouco que comprei foi em dólares, as excursões pagueia-as com cartão de crédito; A internet é caríssima: 10 minutos 10 dolares; Nunca dei grojeta e nunca senti tratamento diferente a quem deu; a limpeza do hotel é 5*; Todo o pessoal do hotel é super simpático, desde a camareira ao pessoal da recepção; O melhor local para comprar tabaco é no aeroporto, se não estou em erro são 24 dolares um pack de Marlboro- no hotel eram 8 dolares cada maço.
Em suma, gostei da Jamaica, da serenidade e do “no problem” que caracteriza a esse povo, no entanto pouco ou nada tem para ver. Não me arrependo nem por 1 segundo de ter ido mas não sei se voltaria.
Qualquer duvida que tenham estejam à vontade.
Limpeza da piscina principal
Praia do hotel:
Jantar no restaurante Gourmet:
Vista do Hotel:
Fotos tiradas no centro da ilha:
Praia de Negril:
Passeio de Catamarã
Ricks Cafe:
Hotel:
Pueblo Principe:
Boas viagens que eu já estou a preparar a minha.
Sandra
Depois de muito me deliciar com as vossas reportagens, chegou a altura de fazer o meu primeiro report: a minha viagem à Jamaica.
Data: Outubro de 2008
Hotel: Grand Bahia Principe
Companhia aérea. Orbest
Valor: 860€ pax- Ti; 10 dias, 9 noites- tivemos a sorte de apanhar a semana em que os voos eram alterados e por isso ficámos mais um dia à borla!
Considerações gerais sobre a Jamaica: Encontrei um país muito verde mas com pouca vida. Tudo na Jamaica é “Hey mon” e “No Problem”. É um país muito pobre que vive sobretudo do turismo. Numa das excursões que tive oportunidade de fazer ao centro da ilha e que irei descrever mais à frente vi pessoas que vivem sem nenhumas condições- 4 paredes em tijolo e uma placa. Vi muitas crianças com olhar vazio. Vi uma vida a ser vivida sem pressas, sem o stress que tanto nos caracteriza, mas nunca vi uma única criança a pedir fosse o que fosse. As roupas sujas e as caras completamente ranhosas que encontrei no Brasil não vi na Jamaica. As crianças aceitavam com um sorriso rasgado tudo o que lhe queríamos dar. Não existem regras de trânsito e cada um viaja com o carro mais carregado do que o outro, sempre a ultrapassar em duplos contínuos e a buzinar.
Considerações gerais sobre o hotel: localizado em pleno centro de Runaway Bay, dista a aproximadamente 60 minutos do aeroporto de Montego Bay. Tem um estilo imponente dividido por 700 suites, por três piscinas que cercam toda a parte dianteira do Hotel e uma zona de comercio e de lazer- Pueblo Principe. As suites têm terraço, ar condicionado, casa de banho privada com jacuzzi, secador de cabelo, TV por cabo, telefone, minibar (reposto todos os dias) e cofre mediante pagamento (não sei o valor porque não utilizei).
A praia do hotel, tal como já li em diversos tópicos aqui do fórum, é artificial, portanto nada de especial. Mas ainda assim dá para dar uns mergulhos e fazer snorkeling- o hotel empresta o equipamento mediante o pagamento de uma caução.
As piscinas são bastante amplas e agradáveis. E, como em quase todos os hotéis deste género, têm um bar aquático. O pior mesmo é arranjar espreguiçadeiras, pois a maior parte dos hospedes marca-as logo à noite.
O TI é mesmo tudo incluído, 24 horas por dia, bebidas nacionais e internacionais.
Relativamente à comida existe muita variedade no buffet principal pelo que não dá para enjoar. Existe um bar na praia que tem sempre saladas frias e frango assado na brasa na hora. Nos restaurantes de especialidade (4, acho eu) apenas experimentamos o Pescador (que pessoalmente não aconselho- porque ia em lua de mel tinha uma siena romântica marcada para este restaurante que deixou muito a desejar-) e o Gourmet- valeu pela diferença, mas uma hora depois estávamos novamente a jantar no buffet! No Pueblo Principe existe ainda uma hamburgueria que é o que funciona durante a noite.
Animação- Muito fraca! A juntar ao facto dos animadores quase nada animarem existiu ainda o facto dos hospedes não serem muito cooperantes. Os espectáculos diários nocturnos no Pueblo Principe começavam muito cedo (por volta das 19:30) o que fez com que apenas assistíssemos ao final dos mesmos. A discoteca também era muito fraca, mas o pessoal ia buscar a bebida lá dentro e vinha de novo para a esplanada conviver. Todas as semanas existe uma festa na praia do hotel que é muito agradável, mas que acaba por não compensar todas as outras noites em que a animação quase não existe.
No Pueblo Principe existem diversas lojas cujos preços em pouco diferem dos encontrados noutros locais.
As excursões: fizemos algumas, principalmente de meio dia, mas não as comprámos ao operador. A nossa experiência em viagens já nos ensinou que os operadores são quem as vende mais caras e que as conseguimos comprar por metade do preço, com a mesma segurança. Até porque, ao contrário do que costumo ver noutros hotéis, existia uma sala só para operadores e vendedores com os preços expostos para que qualquer um pudesse comprar onde preferisse.
- Fomos a Negril, andámos de catamarã e terminámos a viagem no Ricks Caffé onde se pode vislumbrar um magnifico por do sol.
- Fizemos um passeio de moto4 numa Quinta perto do Hotel onde andámos pelo meio da vegetação e passámos por uma aldeia típica. O passeio terminou com uma sessão de mergulho numa cascata simplesmente linda;
- Andámos de cavalo por praias desertas e inacessíveis. Muito bom;
- Andámos de barco também por praia desertas e no meio fizemos snorkeling- uma experiência magnífica!
- Fomos a Ochos Rios e subimos as cascatas- uma aventura e tanto!
- Fizemos um safari pelo interior da Jamaica- deu-nos a conhecer a simpatia daquele povo apesar das condições em que vivem. Permitiu-nos visualizar paisagens simplesmente espectaculares. Deu-nos uma imagem diferente da Jamaica, muito diferente do resort onde estávamos.
Compras- Na Jamaica não se compra nada de especial e não encontrei nenhum sítio onde valesse a pena. A única coisa que em minha opinião compensa trazer é o picante, vulgo piri- piri.
Considerações finais: Em todo o lado nos tentam vender “marijuana”, mas basta nos dizermos que não que logo ouvimos “no problem”; O pouco que comprei foi em dólares, as excursões pagueia-as com cartão de crédito; A internet é caríssima: 10 minutos 10 dolares; Nunca dei grojeta e nunca senti tratamento diferente a quem deu; a limpeza do hotel é 5*; Todo o pessoal do hotel é super simpático, desde a camareira ao pessoal da recepção; O melhor local para comprar tabaco é no aeroporto, se não estou em erro são 24 dolares um pack de Marlboro- no hotel eram 8 dolares cada maço.
Em suma, gostei da Jamaica, da serenidade e do “no problem” que caracteriza a esse povo, no entanto pouco ou nada tem para ver. Não me arrependo nem por 1 segundo de ter ido mas não sei se voltaria.
Qualquer duvida que tenham estejam à vontade.
Limpeza da piscina principal
Praia do hotel:
Jantar no restaurante Gourmet:
Vista do Hotel:
Fotos tiradas no centro da ilha:
Praia de Negril:
Passeio de Catamarã
Ricks Cafe:
Hotel:
Pueblo Principe:
Boas viagens que eu já estou a preparar a minha.
Sandra