[Informação] Informações úteis sobre a Polónia

Tópico em 'Polónia' iniciado por Paulo Leite a 24 Mar 2009.

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  1. Paulo Leite

    Paulo Leite Coordenador Membro do Staff

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    Informações uteis sobre a Polonia

    LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA: Europa Central
    ÁREA: 323 250 km²
    POPULAÇÃO: 38.606.922 habitantes (1998)
    CAPITAL: Varsóvia
    OUTRAS CIDADES IMPORTANTES: Lódz, Cracóvia, Wroclaw e Poznan
    DATA DE INDEPENDÊNCIA: 1991

    REGIME POLÍTICO: República multipartidária
    UNIDADE MONETÁRIA: Zloti

    LÍNGUA OFICIAL: Polaco
    RELIGIÕES MAIORITÁRIAS: Catolicismo e religião Ortodoxa




    A República da Polónia é um dos maiores países da Europa; tem uma área total de 323.250km². É banhada, a norte, pelo Mar Báltico, fazendo fronteira a nordeste com a Rússia e a Lituânia, a este com a Bielorrússia e a Ucrânia, a sul com a Eslováquia, a sudoeste com a República Checa e a oeste com a Alemanha.
    A Polónia tem uma população de 38.606.922 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 123 hab./km². É um país com uma taxa de natalidade relativamente moderada no contexto dos países europeus (13, 2% em 1995), facto que se traduz numa percentagem ainda razoável de população com menos de 15 anos de idade (22,9% em 1995). O crescimento demográfico não é muito elevado, estimando-se que, em 2025, a população da Polónia atinja os 41,5 milhões de habitantes. Étnica e linguisticamente é um povo homogéneo, constituído por polacos e ucranianos. A língua oficial é o polaco. A maioria da população pratica o Cristianismo.
    As cidades mais importantes da Polónia são: Varsóvia, a capital, Lódz, Cracóvia, Wroclaw e Poznan. À excepção da área sul, que é montanhosa, o território polaco é plano, fazendo parte da grande planície europeia que, no período das glaciações, esteve coberta de gelos que, ao recuarem, deixaram como testemunho inúmeros lagos e solos muito pobres, muito pedregosos. Mais de 75% da superfície não se eleva acima de 200 metros. Os principais rios são o Vístula e o Óder.

    Na sua globalidade, o clima da Polónia é temperado continental, com invernos rigorosos, verões curtos e chuvosos e elevadas amplitudes térmicas anuais. Em Varsóvia, por exemplo, Janeiro e Fevereiro registam médias de 3ºC e em Junho, Julho e Agosto o valor médio aproxima-se dos 20ºC, sem contudo atingir esta temperatura. Este pormenor térmico condiciona a cobertura vegetal, proporcionando condições para o desenvolvimento da floresta de coníferas (de folha persistente) que cobre cerca e 28% do território. O regime dos rios é condicionado pelo clima, aumentando muito o caudal no período do degelo ou quando as chuvas de Verão provocam cheias. No litoral os Invernos tornam-se mais amenos e, no interior, mais rigorosos.
    Povoada por povos germânicos nos séculos V e VI, a Polónia foi ocupada no século X por tribos eslavas que se instalaram nas bacias do Óder e do Vístula. Mieszko I, chefe dos polacas governou o território desde 960, mas, após ter recebido o baptismo em 966, abriu as portas ao Cristianismo na Polónia. Os mongóis devastaram o país em 1241. Seguiram-se germânicos e judeus que aí se refugiaram e encorajaram o povo eslavo a colonizar o país. O primeiro parlamento conhecido na Polónia data de 1331. Com a dinastia de Jagelião (1386-1572), a Polónia uniu-se à Lituânia e aumentou o seu poder. Com o fim desta dinastia esse poder declinou consideravelmente.
    Em meados do século XVII, a Polónia envolveu-se em guerra com a Rússia, a Suécia e o Brandeburgo, saindo derrotada. As guerras com o Império Otomano provocaram discórdias com a nobreza, querelas com os reis, a continuação da existência de uma classe servil e a perseguição aos protestantes e ortodoxos católicos gregos. Toda esta situação empenhou o país e tornou-o permeável à interferência de outros Estados, como sejam a Áustria, a Rússia e a Prússia. Em 1793 a Rússia e a Prússia apoderaram-se de muitas áreas da Polónia. Dois anos depois, os três países acabaram por ocupar a totalidade do território. A Polónia desapareceu do mapa da Europa entre 1795 e 1918. Com o Congresso de Viena, em 1815,


    foi feita uma nova divisão territorial, e a parte russa foi reconstituída e administrada por czares. Em 1830 e 1863 surgiram rebeliões que só levaram à intensificação da repressão.
    A Polónia voltou a ser independente em 1918 com a liderança de Józef Pilsudski que, aproveitando a instabilidade interna da União Soviética, avançou sobre a Lituânia e a Ucrânia. Mais tarde o Exército Vermelho obrigou a Polónia a retirar destes territórios. Os anos que decorreram entre 1918 e 1926 foram de instabilidade, o país foi governado por 14 coligações multipartidárias.
    Em Abril de 1939 o Reino Unido e a França assinaram um pacto de ajuda militar à Polónia em caso de ataque. A invasão do país pela Alemanha, a 1 de Setembro de 1939, levou à Segunda Guerra Mundial. A ocupação nazi conduziu à exterminação, em campos de concentração, de 6 milhões de pessoas, das quais metade eram judeus. Depois da guerra teve de ceder à Rússia 181.350 km² mas ganhou 101.000 km² à zona ocidental alemã. Em 1947 a República do povo foi estabelecida, a Polónia entrou para o Comecon em 1949 e passou a integrar o Pacto de Varsóvia em 1955. O país foi governado em regime de partido único com uma estrutura governamental e administrativa idêntica à do modelo soviético até 1989. A sociedade polaca nunca se adaptou muito bem à política de colectivização dos bens de produção. Houve insurreições em 1956 que causaram 53 mortos e, em 1970, motins a que se seguiu um aumento dos preços dos bens essenciais. Em 1976, a visita do papa João Paulo II ao seu país de origem, a Polónia, foi recebida com grande entusiasmo pela Igreja Católica e fez com que a oposição ao regime subisse de tom. Lech Walesa, um electricista, fundou em Setembro desse ano a Confederação Nacional dos Sindicatos da Polónia, conhecida pelo nome de Solidariedade. Registaram-se paralisações em Gdansk que rapidamente se estenderam por outras cidades. As pressões do movimento de Walesa aumentaram e o governo impôs a lei marcial, que durou 18 meses, em Dezembro de 1981. O estatuto legal do Solidariedade tinha terminado, e o seu líder estava preso.
    A economia estagnou nos anos seguintes e o descontentamento laboral que ainda se verificava em 1988 levou o chefe do governo a mudar radicalmente de política e a voltar a sentar-se à mesma mesa com o Solidariedade, que entretanto tinha sobrevivido na clandestinidade. Em Abril de 1989, as negociações resultaram em reformas no sistema político que converteram a Polónia na primeira república a dispor de um sistema parlamentar multipartidário, no seio dos países europeus que pertenciam ao bloco soviético. Esta reestruturação admitia oposição ao Partido Comunista (PC) e o movimento Solidariedade foi autorizado a participar nas eleições, que resultaram em vitória, e subsequentemente a fazer uma coligação com o PC. Desde 1991 há eleições livres e multipartidárias.
    O país é o terceiro produtor mundial de batata e o sexto de hulha. A lignite extraída na bacia de Turoszów proporciona 95% da energia consumida. Desde o início dos anos 90 que o sistema económico polaco está em transição de uma estrutura de planeamento central para uma economia de mercado, com a conversão de empresas públicas em privadas. Depois de uma seca em 1994, a agricultura voltou a dinamizar-se e a fornecer produtos para exportação. A batata e a beterraba açucareira são os produtos agrícolas mais importantes, juntamente com o gado porcino.

    A Polónia tem produzido imensos artistas e intelectuais. Frédéric Chopin é o mais famoso compositor de música polaco. Czeslaw Milosz e Wislawa Szymborska receberam o Prémio Nobel da Literatura e é de destacar ainda, no nosso século, o realizador Andrzej Wajda.
     
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